Pandemia aumenta fatia que super-ricos detêm na riqueza global, mostra estudo

Bilionários são donos de 3,5% da riqueza das famílias globalmente - uma alta de quase 1,5% desde o início da crise da Covid-19.

Redação
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Eric Gaillard/Reuters
Eric Gaillard/Reuters

Relatório da Desigualdade Mundial mostrou que a concentração de renda dos bilionários teve alta durante a pandemia

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A fatia que os bilionários detêm da riqueza global das famílias aumentou de maneira recorde durante a pandemia de Covid-19 e os milionários também saem da pandemia na frente, revelou um estudo hoje (7).

Produzido por uma rede de cientistas sociais, o Relatório da Desigualdade Mundial estimou que neste ano os bilionários possuem coletivamente 3,5% da riqueza global das famílias, mais do que os pouco mais de 2% vistos no início da pandemia, surgida no começo de 2020.

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“A crise da Covid exacerba as desigualdades entre os muito ricos e o resto da população”, disse o autor principal, Lucas Chancel, ressaltando que economias ricas usaram um apoio fiscal maciço para mitigar os aumentos de pobreza acentuados vistos em outras partes.

O relatório se valeu de uma variedade de pesquisas especializadas e dados de domínio público e seu prefácio foi escrito por Abhijit Banerjee e Esther Duflo, economistas radicados nos Estados Unidos e dois membros do trio que recebeu um Prêmio Nobel por seu trabalho sobre a pobreza em 2019.

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“Como a riqueza é uma grande fonte de ganhos econômicos futuros e, cada vez mais, de poder e influência, isto é um presságio para aumentos adicionais da desigualdade”, escreveram eles sobre o que classificaram como uma “concentração extrema de poder econômico nas mãos de uma minoria muito pequena dos super-ricos”.

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As conclusões corroboram uma série de estudos existentes, “listas de ricos” e outros indícios que apontam para um aumento das desigualdades em questões de saúde, sociais, de gênero e de raça durante a pandemia. (Com Reuters)

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