Boeing tem prejuízo no 4º trimestre com baixas contábeis por atrasos

As ações da fabricante de aviões caíram 3,3%.

Reuters
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A Boeing disse hoje (26) que incorreu em baixa contábil de US$ 4,5 bilhões no quarto trimestre, ofuscando o retorno da fabricante de aviões ao fluxo de caixa positivo com a recuperação das entregas do 737 MAX.

A fabricante de aviões teve prejuízo após dois trimestres de lucro por causa do ajuste. As ações da Boeing caíram 3,3% às 14h45 (horário de Brasília), uma vez que as baixas contábeis e a incerteza sobre o 787 ofuscaram o retorno ao fluxo de caixa livre positivo e os planos de aumentar a produção do 737 e 777.

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A Boeing teve uma baixa de US$ 3,5 bilhões antes de impostos ligada a atrasos na entrega do 787 e concessões a clientes, e US$ 1 bilhão em custos de produção anormais.

A empresa havia previsto antes baixas taxas de produção e retrabalho para o 787 devido a falhas de fabricação e inspeções e reparos necessários para resultar em cerca de US$ 1 bilhão em custos anormais – colocando o preço total em cerca de US$ 5,5 bilhões.

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A fabricante reportou um prejuízo operacional de US$ 4,54 bilhões no quarto trimestre, ante prejuízo de US$ 8,38 bilhões um ano antes, quando a empresa registrou uma despesa de US$ 6,5 bilhões devido a atrasos em seu programa de jatos 777X.

A Boeing disse que estava produzindo 26 unidades por mês do 737, ante 19 jatos mensais no trimestre anterior. A empresa disse que está a caminho de atingir as metas de produção de 31 por mês em 2022, embora enfrente riscos na cadeia de suprimentos, como escassez de mão de obra e peças.

Atualmente, a Boeing tem 335 aviões 737 MAX em estoque e prevê entregar a maioria desses jatos até o final de 2023.

A receita mais alta e as margens operacionais em sua divisão de serviços globais foram prejudicadas por uma depreciação de ativos de US$ 220 milhões devido à flutuação da demanda e dos preços, disse a Boeing.

A Boeing também recebeu US$ 402 milhões antes de impostos em seu programa de navios-tanque KC-46, devido a mudanças nos requisitos dos clientes para o sistema de visão remota do avião e interrupções na cadeia de suprimentos.

A dívida caiu para US$ 58,1 bilhões, ante US$ 62,4 bilhões no início do trimestre, disse a Boeing.

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