Criação de vagas nos EUA acelera em fevereiro e taxa de desemprego cai a 3,8%

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, descreveu o mercado de trabalho como "extremamente apertado".

Reuters
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Mike Blake/Reuters
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678 mil empregos foram criados em fevereiro nos EUA

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Os empregadores dos Estados Unidos contrataram muito mais trabalhadores do que o esperado em fevereiro, impulsionando o mercado de trabalho para mais perto do pleno emprego, mas os crescentes obstáculos representados pelas tensões geopolíticas podem prejudicar a confiança empresarial e desacelerar a criação de vagas nos próximos meses.

O relatório de empregos do Departamento do Trabalho, divulgado hoje (4), mostrou criação líquida de 678 mil empregos fora do setor agrícola dos EUA no mês passado. Os dados de janeiro foram revisados para cima, mostrando abertura de 481 mil postos de trabalho, em vez dos 467 mil relatados anteriormente.

VEJA TAMBÉM: Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem pela 2ª semana seguida

Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 400 mil empregos nos EUA. As estimativas variavam de 200 mil a 730 mil postos.

As condições do mercado de trabalho se apertaram ainda mais, com a taxa de desemprego caindo para 3,8%, mínima desde fevereiro de 2020, ante 4,0% em janeiro. Isso aconteceu apesar da entrada de mais pessoas na força de trabalho.

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O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, descreveu o mercado de trabalho como “extremamente apertado” nesta semana, e disse a parlamentares que apoia um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros na reunião de política monetária de 15 e 16 de março do banco central dos EUA.

Powell também afirmou que estaria “preparado para agir mais agressivamente” se a inflação não arrefecer tão rápido quanto o esperado.

Os preços do petróleo superaram os US$ 100 por barril desde que a Rússia iniciou uma guerra contra a Ucrânia na semana passada, invocando uma enxurrada de sanções contra Moscou por parte dos Estados Unidos e seus aliados.

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“Há muitas notícias preocupantes no mundo agora, desde o conflito Rússia-Ucrânia até a inflação altíssima”, disse Sam Bullard, economista sênior do Wells Fargo em Charlotte, Carolina do Norte. “Mas a recuperação do emprego nos EUA continua sendo um ponto positivo em meio à carnificina”.

Na esteira do relatório de emprego de janeiro e leituras de inflação elevadas, os mercados financeiros chegaram a precificar um aumento de 0,5 ponto percentual nos juros pelo Fed. Isso agora está fora de cogitação, em meio a preocupações com as consequências da guerra Rússia-Ucrânia.

Economistas esperam até sete aumentos de juros nos EUA neste ano.

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