Sabesp vai reduzir exposição à dívida em moeda estrangeira e estuda parcerias em SP

Determinação do conselho de administração pede redução do endividamento, mas também mecanismos para aproveitar a valorização do real.

Reuters
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LucasTeixeira/GettyImages
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A projeção de investimento da Sabesp em 2022 é de R$ 4,7 bilhões e para 2023 a estimativa é de R$ 4,6 bilhões

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A Sabesp está empenhada em reduzir a exposição à dívida em moeda estrangeira e não pretende fazer novas emissões internacionais que não possam ser convertidas em moeda local, afirmou hoje (29) o diretor financeiro da companhia paulista de água e saneamento.

“Recebemos uma determinação do conselho de administração de redução do endividamento em moeda estrangeira”, disse Osvaldo Garcia, em conferência com analistas e jornalistas sobre os resultados do quarto trimestre divulgados na semana passada.

“Estamos estudando mecanismos para fazer isso e aproveitarmos esta valorização do real“, disse o executivo.

Questionado sobre a participação da empresa em leilões de ativos de saneamento no país este ano, o presidente da Sabesp, Benedito Braga, afirmou que o foco da companhia está no Estado de São Paulo.

Porém, Braga comentou que a empresa tem recebido manifestações de municípios paulistas interessados em serem atendidos pela companhia.

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“Estamos analisando algumas possibilidades (na legislação) que talvez permitam fazermos parcerias com as companhias municipais”, disse Braga, referindo-se à formação de sociedades de propósito específico (SPEs). Ele não deu detalhes sobre o número de cidades ou de quais regiões.

A projeção de investimento da Sabesp em 2022 é de R$ 4,7 bilhões e para 2023 a estimativa é de R$ 4,6 bilhões, informou Braga.

Leia mais: STF decide que Marco do Saneamento é constitucional e abre caminho para concessões

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