Sberbank, principal banco da Rússia, é alvo de sanções e deixa Europa

A notícia veio hoje (2), quando o banco, controlado pelo Estado russo, relatou lucros anuais recordes para 2021.

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Maxim Shemetov/Reuters
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O Sberbank culpou grandes saídas de caixa e ameaças após a invasão russa à Ucrânia e as sanções ocidentais

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O Sberbank, maior banco da Rússia, deixou quase todos os mercados europeus, culpando grandes saídas de caixa e ameaças a seus funcionários e propriedades após a invasão russa à Ucrânia e as sanções ocidentais subsequentes.

A medida parecia inevitável depois que o BCE (Banco Central Europeu) ordenou o fechamento do braço europeu do banco, alertando que seria levado a um quadro de insuficiência por causa de uma corrida de saques provocada pela invasão, que Moscou chama de “operação especial”.

A notícia veio hoje (2), quando o Sberbank, controlado pelo Estado russo, relatou lucros anuais recordes para 2021.

O banco disse que não era mais capaz de fornecer liquidez para subsidiárias europeias após uma ordem do banco central da Rússia, que busca preservar a moeda estrangeira. Mas afirmou que capital e ativos eram suficientes para pagar todos os depositantes.

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A medida destaca a pressão que algumas empresas russas estão enfrentando por medidas sem precedentes do Ocidente para isolar Moscou, incluindo sanções ao seu banco central e a exclusão de alguns de seus bancos do sistema global de pagamentos Swift.

A presidente do banco central russo, Elvira Nabiullina, disse hoje (2) que a economia do país enfrenta uma situação extrema e está fazendo todo o possível para garantir que o sistema financeiro possa lidar com qualquer impacto.

“Na situação atual, o Sberbank decidiu deixar o mercado europeu”, afirmou em comunicado. “Os bancos subsidiários do grupo enfrentaram saídas anormais de caixa e ameaças à segurança de seus funcionários e filiais.”

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