EUA registram criação sólida de vagas de trabalho em março e taxa de desemprego cai a 3,6%

Com desemprego mais baixo desde fevereiro de 2020, cenário deixa o Fed em posição de elevar juros em 0,5 ponto percentual em maio.

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Andrew Kelly/Reuters
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Desemprego nos EUA foi a taxa mínima com a criação de mais de 430 mil novos postos de trabalho

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A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos continuou a mostrar força em março, com a taxa de desemprego caindo a nova mínima de dois anos de 3,6% e os salários voltando a acelerar, o que deixa o Federal Reserve em posição de elevar os juros em 0,5 ponto percentual em maio.

O relatório de emprego do Departamento do Trabalho mostrou abertura de 431 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado.

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O dado de fevereiro foi revisado para cima para mostrar criação de 750 mil postos de trabalho, em vez dos 678 mil informados antes.

Economistas consultados pela Reuters projetavam abertura de 490 mil, com as estimativas variando de 200 mil a 700 mil.

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A taxa de desemprego dos EUA caiu a 3,6%, mínima desde fevereiro de 2020, de 3,8% em fevereiro.

O relatório destacou o ímpeto sólido na economia, à medida que ela enfrenta obstáculos crescentes: inflação, uma política monetária mais apertada e a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que está sobrecarregando ainda mais as cadeias de oferta globais e alimentando as pressões de preços.

No mês passado, o Fed elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, o primeiro aumento em mais de três anos.

Os formuladores de política monetária têm intensificado sua retórica mais dura em relação à inflação, com o chair do Fed, Jerome Powell, dizendo que o banco central dos EUA deve agir “rapidamente” para aumentar os juros e, possivelmente, “de forma mais agressiva” para impedir que a inflação alta se enraíze.

A demanda por contratações está sendo impulsionada por um declínio acentuado nas infecções por Covid-19, o que resultou na retirada de restrições em todo o país. Ainda não há sinais de que a guerra entre Rússia e Ucrânia tenha impactado o mercado de trabalho norte-americano.

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Havia um quase recorde de 11,3 milhões de vagas em aberto até o último dia de fevereiro, mostraram dados do governo na última terça-feira, o que deixava a lacuna entre empregos disponíveis e trabalhadores em 3,0% da força de trabalho, perto da máxima pós-guerra de 3,2% vista em dezembro.

Com os trabalhadores ainda escassos, o salário médio por hora aumentou 0,4%, após alta de 0,1% em fevereiro. Isso elevou a taxa anual para 5,6%, de 5,2% em fevereiro.

O relatório de emprego reduziu temores do mercado financeiro de uma recessão, após breve inversão da parte da curva de juros norte-americana que compara as taxas de dois e dez anos.

Economistas disseram que as enormes participações do Fed em Treasuries e títulos lastreados em hipotecas dificultam a obtenção de sinal claro sobre os movimentos da curva de juros.

Alguns observaram que os rendimentos reais permanecem negativos, enquanto outros argumentam que a curva de juros entre os rendimentos de dois e cinco anos é um indicador melhor de recessão futura nos EUA. Este segmento ainda não inverteu.

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