Ibovespa abre estável com foco na Petrobras e sanções à Rússia

Os papéis da petroleira (PETR3 e PETR4) sobem 0,34% e 0,03%, respectivamente, enquanto os preços do petróleo Brent também avançam.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera próximo à estabilidade, com leve queda de 0,09% na abertura do pregão de hoje (5), a 121.168 pontos, às 10h22, horário de Brasília. Pesam no índice as incertezas sobre a Petrobras, após Adriano Pires declinar o convite feito pelo governo para assumir a presidência da petroleira.

“Temos alguns indícios de que agora o assessor do Paulo Guedes, Caio Paes de Andrade, é um dos nomes que têm mais chance de serem cotados para assumir o controle da Petrobras”, comenta Artur Borges, especialista em renda variável da Blue3.

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Os papéis da petroleira (PETR3 e PETR4) sobem 0,34% e 0,03%, respectivamente, enquanto os preços do petróleo Brent avançam aproximadamente 0,50%, a US$ 108 o barril.

As perdas, porém, são limitadas pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), que mostrou que a atividade de serviços do Brasil registrou o crescimento mais forte em quase 15 anos em março.

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No cenário internacional, o foco é para as novas sanções à Rússia. Ontem (4), os Estados Unidos impediram o governo russo de acessar US$ 600 milhões em reservas mantidas em bancos norte-americanos para pagar os detentores de sua dívida soberana, diminuindo a sua participação em dólares.

A União Europeia também prometeu anunciar um novo pacote de sanções, mas as expectativas são de que as exportações russas de petróleo e gás natural serão novamente poupadas pelo bloco.

O dólar opera em alta de 0,23%, sendo negociado a R$ 4,6183 na venda.

Na Europa, os principais índices operam em baixa. O PMI do setor de serviços do bloco avançou a 55,6 em março, de 55,5 em fevereiro, superando a preliminar de 54,8, mas o aumento dos custos da energia e as tensões geopolíticas ameaçam a recuperação da região.

Segundo Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global, a reabertura da economia da zona do euro em meio à redução da onda da Ômicron deu um impulso à atividade empresarial em março.

“No entanto, a resiliência da economia será testada nos próximos meses com obstáculos que incluem nova alta nos custos de energia e outros preços de commodities devido à invasão da Ucrânia pela Rússia”, avalia.

Por volta das 10h22, o Stoxx 600 ganhava 0,02%; na Alemanha, o DAX recuava 0,68%; na França, o CAC 40 operava em queda de 1,55%; na Itália, o FTSE MIB perdia 0,74%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,16%.

Na Ásia, o mercado acionário japonês fechou em alta, acompanhando a força em Wall Street, mas com o cenário corporativo limitando os ganhos.

“Com o ano fiscal acabando, estamos esperando que saiam as orientações corporativas, e elas não devem ser positivas com o impacto da Covid-19 e o aumento dos preços de commodities devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia”, explica Shuji Hosoi, estrategista sênior da Daiwa Securities.

O mercado acionário chinês permaneceu fechado por conta de um feriado local.

O BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,72%, e o índice Nikkei, no Japão, ganhou 0,19%. (Com Reuters)

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