Ibovespa tem forte queda e zera ganhos de 2022 em 1º pregão após alta da Selic

Magazine Luiza (MGLU3) caiu mais de 10% nesta sessão; principal índice brasileiro retornou ao patamar de 105 mil pontos.

Vitória Fernandes
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O Ibovespa zerou os ganhos de 2022 e fechou hoje (5) em queda de 2,81%, a 105.304 pontos, o maior recuo desde o fim de novembro. As quedas, que seguiram o dia de baixas em Wall Street, foram causadas pelas novas definições na política monetária dos dois países.

O destaque negativo do dia entre as companhias brasileiras foi o Magazine Luiza (MGLU3), que registrou forte queda de 10,71% sob o impacto da alta da taxa básica de juros brasileira e um movimento de correção após subir 7,61% no pregão de ontem (4).

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A maior queda do dia, no entanto, é da Totvs (TOTS3): 11,12%. A companhia divulgou seu balanço na quarta e decepcionou investidores com um aumento nas despesas.

Apenas três ações do Ibovespa fecharam o dia no campo positivo. A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e a Gerdau (GGBR4) subiram 3,63% e 2,33% após deixarem o mercado animado com os resultados financeiros dos primeiros três meses do ano. A Suzano (SUZB3), por sua vez, avançou 2,69%.

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Apesar de não acompanhar o tombo de Totvs e Magazine Luiza, os papéis de Vale (VALE3), B3 (B3SA3) e Bradesco (BBDC4) foram responsáveis pelas maiores pressões ao índice, recuando 1,81%, 4,19%, 3,27%.

Ontem (4), o Federal Reserve (banco central norte-americano) subiu os juros em 0,50 ponto percentual, segunda elevação realizada pela autoridade desde 2018. Apesar do aumento, o tom mais leve do presidente do banco, Jerome Powell, indicou que uma alta de 75 pontos-base para a próxima reunião não deve acontecer.

Entretanto, os investidores acordaram preocupados com a velocidade do aperto monetário por lá, já que a movimentação poderia aprofundar a crise econômica mundial. A preocupação se materializou na queda dos índices. O Dow Jones perdeu 3,12% a 32.997 pontos; o S&P 500 recuou 3,56%, a 4.146 pontos; e o Nasdaq caiu 4,99% a 12.317 pontos.

Por aqui, ainda ontem, o Banco Central elevou a taxa Selic em 100 pontos-base, a 12,75% ao ano, em linha com a expectativa do mercado. Ainda não há consenso entre os analistas ainda sobre uma possível nova alta na próxima reunião.

O Itaú afirmou que sua expectativa para a evolução da Selic nos próximos três anos é conservadora. “Os preços dos ativos de renda fixa embutem uma redução da Selic em 2023 e 2024 ainda no patamar de dois dígitos. Acreditamos que nesse ponto, diante de um comportamento mais benigno da inflação, a queda dos juros poderá ser mais intensa”, avaliou o banco em comunicado.

O dólar voltou a subir em meio ao clima de aversão a risco. A moeda fechou em alta de 2,38%, a R$ 5,0166. (Com Reuters)

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