Ibovespa sobe, mas encerra semana com 3,7% de queda

Pregão foi marcado por cenário macroeconômico negativo da China e bom humor de Wall Street, que acabou prevalecendo.

Redação
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Depois de cair 0,89% e encostar em sua pior pontuação desde novembro de 2020, aos 95.266 pontos, o Ibovespa conseguiu virar e fechar em alta de 0,45%, a 96.551 pontos nesta sexta (15). A Bolsa brasileira enfrentou forte oscilação com os dados da economia chinesa endossando preocupações de desaceleração do crescimento econômico global, enquanto Wall Street teve uma sessão de fôlego dos temores em relação ao aumento dos juros.

Com o desempenho de hoje, o principal índice de ações da B3 fechou a semana com saldo negativo de 3,73%, puxado principalmente por mudanças nas expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve (banco central dos EUA), além dos temores de recessão mundial e restrições na China.

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Dados divulgados hoje (15) mostraram que a economia chinesa desacelerou acentuadamente no segundo trimestre, com queda de 2,6% no PIB (produto interno bruto) em comparação com o primeiro trimestre, quando a economia chinesa avançou 1,4%. O desempenho foi pior do que o declínio de 1,5% esperado por analistas.

Na comparação anual, o PIB chinês cresceu 0,4% entre abril e junho, o segundo pior resultado desde que a série de dados começou, em 1992 – somente a contração de 6,9%, no primeiro trimestre de 2020 se aproximou desse patamar.

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Mas, em Wall Street, o dia foi de alta após seis fechamentos negativos consecutivos. A queda nas apostas de aumento de 1 ponto percentual nos juros norte-americanos devido aos fortes avanços da inflação aliviou os temores dos investidores. Membros do Fed sinalizaram que o aumento de 0,75 pontos percentuais ainda é a principal opção do banco central.

Além disso, as vendas do varejo foram melhores do que o previsto em junho e o sentimento do consumidor melhorou. O Departamento do Comércio informou que as vendas subiram 1,0%, ante maio, acima da previsão de +0,9%.

O Dow Jones fechou o dia em alta de 2,14%, a 31.286,02 pontos, o S&P 500 avançou 1,91%, a 3.862,89 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,79%, a 11.452,42 pontos.

Por aqui, no cabo de guerra entre o cenário negativo da China e o bom humor de Wall Street, Wall Street ganhou.

As ações de commodities do Ibovespa, que tiveram uma semana marcada por fortes perdas, viveram um dia de recuperação, enquanto as varejistas que vinham de consecutivas altas retomaram as perdas.

Figuraram nas maiores altas do Ibovespa nomes como Gerdau (GGBR4), com alta de 5,94%, Braskem (BRKM5), com avanço de 5,33%, e Metalúrgica Gerdau (GOAU4), que subiu 4,92%.

Já as maiores quedas foram puxadas por Hapvida (HAPV3), que caiu 5,22%, Magazine Luiza (MGLU3), que perdeu 4,47% e CVC (CVCB3), que recuou 4,55%.

O dólar comercial também devolveu parte dos seus ganhos semanais, ao cair 0,52% hoje, a R$ 5,4049. No acumulado da semana, no entanto, a moeda norte-americana acumulou alta de 2,60%.

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