Retração do PIB dos EUA coloca em xeque discurso sobre saúde econômica do país

A atividade econômica dos EUA retraiu a uma taxa anualizada de 0,9% no último trimestre, segunda queda consecutiva

Reuters
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Bandeira dos EUA. 

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A contração da economia norte-americana pelo segundo trimestre consecutivo tornará mais difícil para a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, retratar uma imagem de saúde econômica do país.

O PIB (Produto Interno Bruto) caiu a uma taxa anualizada de 0,9% no último trimestre, disse nesta quinta-feira o Departamento de Comércio em estimativa preliminar. Economistas consultados pela Reuters previam recuperação do PIB a uma taxa de 0,5%.

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Yellen vem dizendo nas últimas semanas que a tradicional definição de recessão — dois trimestres consecutivos de declínio do PIB — não se aplica neste caso, em grande parte por causa de um forte mercado de trabalho nos EUA.

Um comunicado do Tesouro à imprensa informou que Yellen, em breves comentários, “ressaltará a recuperação histórica dos Estados Unidos nos últimos 18 meses desde as profundezas da pandemia, com mais de nove milhões de empregos criados, o maior declínio em um ano no desemprego já registrado e o mais rápido crescimento econômico anual em 2021 em quase quatro décadas” em coletiva de hoje.

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A chefe do Tesouro dos EUA disse no ano passado que a inflação seria “transitória”, recuando à medida que as interrupções na cadeia de suprimentos diminuíssem.

Mas a inflação se mostrou mais persistente — os preços ao consumidor subiram a um ritmo anual de 9,1% em junho –, e ela admitiu no fim de maio que estava “errada” sobre o caminho que a inflação tomaria.

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