Banco Central eleva taxa Selic para 13,75% ao ano

Reajuste veio em linha com as expectativas do mercado; entenda como a decisão afeta seus investimentos

Redação
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Foto do Banco Central, em Brasília
Adriano Machado/Reuters

Com o nível atual dos juros, a renda fixa seguirá como destaque nas carteiras dos investidores

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Em uma nova tentativa de conter a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou hoje (3) mais um aumento da taxa básica de juros de 0,50 ponto percentual. Com o reajuste, a Selic passa de 13,25% para 13,75% ao ano, e fica dentro das expectativas do mercado.

Esse é o 12º aumento consecutivo da taxa básica de juros, que começou a ser elevada em março de 2021, quando figurava em 2% — seu menor patamar desde 1997. 

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Para Piter Carvalho, economista chefe da Valor Investimentos, esse movimento de alta deve frear a economia, já que menos investimentos devem ser feitos no país, ainda mais em um momento de instabilidade política no Brasil. 

“Além disso, vale lembrar que essas novas medidas do Banco Central [altas de juros] já são para controlar a inflação do ano que vem. A deste ano, no entanto, só deve começar a surtir efeito no último trimestre”, explica o economista. 

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Como ficam os investimentos?

Com o nível atual dos juros, a renda fixa seguirá como destaque nas carteiras dos investidores, segundo o Santander Brasil. “Observamos que a captação nas aplicações indexadas ao CDI – taxa que acompanha de perto o juro básico – têm acelerado nos últimos meses.” 

Arley Junior, estrategista de investimentos do banco, explica que, dentro dos ativos pós-fixados, o investidor tem alternativas que proporcionam resgate imediato, como CDBs, fundos DI e o Tesouro Selic, e LCIs e LCAs, que possuem carência, mas são isentas de cobrança de imposto de renda para pessoa física.

Em relação à renda variável, o especialista explica que existem muitas alternativas interessantes para investir no momento, mas, dado o cenário de incertezas e a proximidade com as eleições, o banco espera bastante volatilidade nas ações de empresas ao longo dos próximos meses. 

“Para aqueles com maior perfil de risco ou prazo para resgatar suas aplicações, indicamos a alocação na classe, seja via fundos ou previdência, carteiras de rebalanceamento mensal ou diretamente com o trader”, aponta Junior.

Bruno Di Giacomo, CIO da Nero Capital, complementa que a alta dos juros é um movimento positivo para os investimentos atrelados à Selic e pós-fixados. 

“Já os ativos ligados à inflação começam a entregar menos retorno, com o índice de preços começando a ficar mais controlado. Os ativos pré-fixados podem conter uma possibilidade de travar ganhos de juro real durante o período mais longo para perfis mais moderados ou agressivos.”

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