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Ibovespa abre em alta após dados de emprego nos EUA

Relatório de empregos dos EUA mostra desaceleração do mercado de trabalho e investidores esperam posição amena nos juros

4 min

O Ibovespa abriu em alta hoje (2), com avanço de 0,70%, aos 111.177 pontos, mas se encaminha para fechar a semana com perdas após um avanço de 0,72% no período de cinco dias anterior. Em agosto, o principal índice de ações da B3 registrou 6,16% de valorização, o melhor desempenho mensal desde janeiro.

Em Wall Street, os índices futuros oscilam para cima depois da divulgação do payroll, relatório mensal oficial sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Os dados são uma das referências do Federal Reserve (banco central norte-americano) para a condução de sua política monetária.

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Ao longo de toda a semana, investidores receberam dados de emprego de outras fontes que indicaram uma sinalização mista do cenário de empregos no país.

Hoje, o payroll mostrou que foram criados 315 mil postos de trabalho em agosto e a taxa de desemprego subiu a 3,7% ante 3,5% em julho. O consenso Refinitiv apontava a criação de 300 mil novos empregos e uma taxa estável.

O relatório de agosto também revisou os dados de julho para baixo. De 528 mil empregos divulgados anteriormente, os dados foram para 526 mil.

Com a desaceleração do mercado de trabalho, a expectativa dos investidores é de que o Fed não mantenha a postura agressiva em relação ao aumento dos juros em setembro. Em seu último discurso, Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano, indicou que era necessário mais um aumento forte (0,75 p.p) para controlar a situação da inflação no país, que está nos níveis mais altos em quarenta anos.

Às 10h (horário de Brasília), o futuro do Dow Jones subiu 0,48%, a 31.814 pontos; o S&P tinha alta de 0,54%, a 3.990 pontos e o Nasdaq avançava 0,46%, a 12.349 pontos.

As Bolsas europeias também operam guiadas pelos números dos Estados Unidos. Em linha com a perspectiva de cenário menos agressivo para os juros, o Stoxx 600, às 10h00, tinha alta de +0,89%. Londres subia 1,19%; Frankfurt, +1,69%; Paris avançava 0,96% e Madrid, +1,40%.

Na Ásia, os índices sofrem com novos surtos de Covid-19 em cidades chinesas. Grandes cidades do país apertaram suas restrições para conter uma nova crise e abalam as chances de uma recuperação econômica na segunda maior economia do mundo.

Um porta-voz do banco central chinês disse que há espaço para ajustar a política monetária do país, pois as medidas de estímulo para apoiar a economia foram contidas até o momento e a inflação aos consumidores permanece sob controle.

As ações dos índices chineses registraram sua maior queda semanal em sete semanas nesta sexta. No dia, o índice Xangai teve leve alta de 0,05% e o Shenzhen subiu 0,44%. Nos demais mercados asiáticos imperou o tom negativo.

Tóquio fechou com o Nikkei em baixa de 0,04% e, em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,74%. Em Seul, o Kospi recuou 0,26% e, em Taiwan, o Taiex fechou em queda de 0,87%.

No cenário doméstico, a resseguradora IRB Brasil (IRBR3) conseguiu levantar os R$ 1,2 bilhão que precisava em seu follow-on para manter o enquadramento dentro das regras da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).

Os papéis da empresa foram precificados a R$ 1,00 por ação, um desconto de 28,5% sobre o fechamento do papel ontem (1), a R$ 1,40. As ações da IRB caíram 65% até agora em 2022 e rondam as mínimas históricas, de acordo com dados da Refinitiv.

Depois de avançar próximo de 1% três dias consecutivos, o dólar comercial registra queda nesta sexta. Às 10h00, a moeda norte-americana recuava 0,98%, a R$ 5,187.

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