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PMEs apostam em novos meios de pagamentos, e bancos perdem espaço

Falta de análise de dados é um dos maiores motivos para a saída das empresas dos meios tradicionais

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89% das pequenas e médias empresas (PMEs) do mundo afirmaram estar reconsiderando seu relacionamento com os grandes bancos, de acordo com o levantamento World Payments Report 2022 elaborado pela empresa de consultoria Capgemini.

A movimentação é uma oportunidade para os novos meios de pagamentos que estão surgindo no mercado, levando em consideração que o segmento de PMEs é responsável por US$ 850 bilhões anuais em receitas bancárias globais.

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De acordo com a análise, um dos maiores motivos para o descontentamento com os bancos tradicionais é a falta de análise de dados. A segunda grande questão relatada pelos participantes foi a alta taxa de ameaças e fraudes cibernéticas.

“Após a crise causada pela pandemia de Covid-19 e todos os desafios impostos pelas atuais circunstâncias da economia global, as PMEs têm enfrentado dificuldade para lidar com fluxo de caixa e liquidez”, diz David Cortada, vice-presidente do Centro de Excelência para Serviços Financeiros da Capgemini.

Para o executivo, o novo momento demanda soluções específicas e personalizadas para esse público e os bancos tradicionais não estão conseguindo atendê-los da forma correta, já que eles estão com as atenções voltadas para as grandes contas de varejo.

“Para reconquistar a fidelidade das PMEs, os bancos terão que ampliar o valor da plataforma, que só pode ser desbloqueado por meio do combate a sistemas legados restritivos que atualmente sufocam o crescimento”, comenta o executivo.

Procura por tecnologia

Enquanto os bancos não atingem essas metas, o relatório mostra que o segmento de empresas não deve ficar desamparado. Muitos concorrentes de pagamentos digitais estão conquistando seu espaço com serviços inovadores que atingem não só o meio financeiro, mas também outros pontos de necessidade das companhias.

Isso explica a alta adesão aos pagamentos digitais. O levantamento mostra que até 2025 os usuários únicos de carteiras digitais em todo o mundo devem aumentar cerca de 1,5 vezes para atingir 4,4 bilhões de pessoas, número que corresponde a mais da metade da população global.

“No Brasil, o movimento em direção aos modelos mais tecnológicos também é nítido e tem sido suportado por iniciativas do Banco Central, o que torna o país pioneiro em serviços de pagamentos com o Pix”, diz Cortada. “Desta forma, nós acreditamos que as PMEs são, sem dúvida, o segmento mais atraente para as empresas de pagamentos.”

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