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Lucro da Weg aumenta no 1º tri, mas resultado operacional fica abaixo do esperado

Segundo a companhia, o trimestre mostrou-se positivo em grande parte dos negócios, com boa atividade no mercado externo e boa demanda no Brasil

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A Weg (WEGE3) teve lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre, alta de 38,4% sobre o mesmo período do ano passado, com a fabricante de motores elétricos citando desempenho positivo em grande parte dos negócios, mas apurando um resultado operacional abaixo do esperado pelo mercado.

A companhia divulgou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) 37% maior no período, a R$ 1,69 bilhão.

Analistas esperavam, em média, um Ebitda de R$ 2,4 bilhões e lucro líquido de R$ 1,27 bilhão, segundo dados da Refinitiv.

“O desempenho nesse trimestre mostrou-se positivo em grande parte dos nossos negócios, marcado pela boa atividade nas principais regiões que atuamos no mercado externo e continuidade da boa demanda no Brasil, especialmente nos negócios de ciclo longo”, afirmou a companhia no balanço.

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Segundo a empresa, no mercado brasileiro, o crescimento de receita foi apoiado por “boa demanda dos produtos industriais (…), tanto nos negócios de ciclo curto, com destaque para motores elétricos de baixa tensão e componentes de automação, como também nos negócios de ciclo longo, como motores de média tensão e painéis de automação”, diz o relatório.

A Weg teve receita líquida de R$ 7,7 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 12,7% na comparação anual, mas recuo de 3,6% frente ao final do ano passado.

O destaque no faturamento foi o incremento de 20,3% na receita de vendas ao mercado externo sobre o primeiro trimestre de 2022, enquanto no mercado interno o crescimento foi de 5,4%.

O custo dos produtos vendidos subiu 4,4% na base anual, para R$ 5,15 bilhões. Com isso a margem bruta evoluiu 5,3 pontos percentuais no período, para 33,1%. A Weg citou “acomodação dos preços” das principais matérias-primas utilizadas pela companhia no trimestre, com destaque para o aço e o cobre, e alteração do mix de produtos vendidos, como fatores para o crescimento da margem.

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