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Chefe da UE embarca em turnê pela América Latina para fortalecer laços “negligenciados”

No topo da agenda de von der Leyen estará o acordo comercial fechado em 2019 com o bloco do Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai

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A UE espera uma resposta do Mercosul em breve à sua proposta de anexar compromissos de sustentabilidade e mudança climática ao acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, inicia uma viagem de quatro países à América Latina nesta segunda-feira para fortalecer os laços políticos e comerciais que a União Europeia admite ter negligenciado algumas vezes.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, a União Europeia tem procurado parceiros “com ideias semelhantes” para fornecer outras fontes de comércio e minerais essenciais necessários para sua transição verde e ajudar a reduzir sua dependência da China.

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Von der Leyen se reunirá com os presidentes do Brasil, Argentina, Chile e México em dias consecutivos. Sua viagem segue a do chanceler alemão Olaf Scholz neste ano.

Bruxelas receberá mais de 30 líderes da América Latina e do Caribe em uma cúpula de 17 a 18 de julho, um trampolim para sua “nova agenda” com a região, apresentada na semana passada.

O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, disse que a parceria foi algumas vezes “dada como certa ou até negligenciada” e precisava ser atualizada com “parceiros de escolha”.

No topo da agenda de von der Leyen estará o acordo comercial fechado em 2019 com o bloco do Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, mas suspenso em grande parte devido a preocupações com o desmatamento da Amazônia.

A UE espera uma resposta do Mercosul em breve à sua proposta de anexar compromissos de sustentabilidade e mudança climática ao acordo.

Von der Leyen também buscará promover uma atualização do pacto comercial UE-México que os dois lados fecharam em 2018.

Outro foco será o desejo da UE de parcerias em matérias-primas críticas com vários países da região. A UE tem um acordo comercial com o Chile que pode dar às empresas europeias maior acesso ao lítio e ao cobre do país.

Um possível entendimento com a Argentina também poderia promover a exploração das reservas de xisto e gás de Vaca Muerta por investidores da UE.

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