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UBS e governo suíço fazem acordo sobre garantia para perdas do Credit Suisse

Acordo cobre uma carteira de ativos que foram difíceis de avaliar nos poucos dias que os bancos tiveram para fechar o negócio

3 min
Reuters/Denis Balibouse
Reuters/Denis BalibousePrédios dos bancos suíços UBS e Credit Suisse em Zurique

O UBS e o governo suíço concordaram nesta sexta-feira sobre como compartilharão as perdas relacionadas à aquisição emergencial do Credit Suisse pelo banco, abrindo caminho para a conclusão do negócio em poucos dias e criando um banco suíço gigante e um líder global em gestão de patrimônio. O acordo vem com várias condições, incluindo a exigência de que o UBS mantenha sede na Suíça, disse o governo em comunicado.

O contrato de proteção contra perdas (LPA) entrará em vigor com a conclusão da aquisição do Credit Suisse, prevista para 12 de junho, disse o UBS em comunicado separado.

Os 9 bilhões de francos em garantias do governo suíço entrarão em vigor se o UBS incorrer em perdas com a venda de ativos do Credit Suisse além de 5 bilhões que o banco terá que cobrir por conta própria.

O dinheiro do Estado, no entanto, não virá de graça, com o UBS tendo que pagar várias taxas, bem como prêmios por qualquer dinheiro sacado.

O dinheiro foi disponibilizado pelo governo para facilitar a aquisição de emergência do Credit Suisse, cujo colapso arriscou desencadear uma crise financeira global.

“Para tornar a aquisição possível, o governo concedeu ao UBS uma garantia por quaisquer perdas incorridas na liquidação dos ativos do Credit Suisse”, disse o governo em um comunicado.

“A garantia só entrará em vigor se as perdas com a liquidação desses ativos excederem 5 bilhões de francos suíços e se limita a um total de 9 bilhões de francos”, acrescentou.

O acordo cobre uma carteira de ativos do Credit Suisse que foram difíceis de avaliar nos poucos dias que os bancos tiveram para fechar a fusão e que não são necessários como parte do futuro negócio principal do UBS.

O governo disse que a garantia cobre ativos com um volume de cerca de 44 bilhões de francos suíços, o equivalente a cerca de 3% dos ativos combinados do grupo resultante da fusão, principalmente derivativos, empréstimos, ativos legados e produtos estruturados.

A expectativa é que as avaliações das perdas sejam disponibilizadas durante o terceiro trimestre deste ano, disse o governo, enquanto sua escala é “altamente dependente da liquidação real dos ativos em questão e dos desenvolvimentos do mercado”, afirmou.

“Consequentemente, ainda não é possível estimar a probabilidade da garantia ser sacada e o valor envolvido”, disse o governo.

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