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Ibovespa cai com exterior avesso a riscos; Petrobras recua 1%

O Ibovespa caiu após a alta da sessão de sexta-feira (18), que quebrou a sequência histórica de treze quedas consecutivas

3 min

Nesta segunda-feira (21), o Ibovespa caiu 0,85% e fechou a 114.429,35 pontos, após a alta da sessão de sexta-feira (18), que quebrou a sequência histórica de treze quedas consecutivas, retomando a tendência negativa que tem marcado agosto. O volume financeiro totalizava R$ 19,37 bilhões. Entre as maiores pressões da ponta negativa, as ações da Petrobras (PETR3) caíram 0,99% conforme os preços do petróleo no mercado externo cediam.

No Boletim Focus desta semana, as projeções para o IPCA, principal termômetro da inflação, subiram 0,06 ponto porcentual em relação ao levantamento anterior, depois de a Petrobras ter anunciado reajuste grande de combustíveis na semana passada. É esperado agora que o IPCA termine o ano com uma alta de 4,90%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A expectativa para a taxa Selic, base para os juros no Brasil, é de que se encerre o ano a 11,75%, depois que o Banco Central cortou 0,50 ponto percentual em agosto para o nível atual de 13,25%. Para 2024 também segue a projeção de juros a 9,0%. Para o PIB (Produto Interno Bruto), as perspectivas seguem de 2,29% de crescimento em 2023.

Liderando as baixas, as ações da IRB Brasil (IRBR3) caíram 9,24% a R$ 39,70. Na ponta positiva, a Petz (PETZ3) e a Cemig (CMIG3) subiram 2,45% a R$ 5,44 e 1,67% a R$ 12,21.

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No exterior

Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Nasdaq subiram 0,69% e 1,56%, com a alta das ações da Nvidia antes da divulgação de seu balanço, e com investidores aguardando a reunião de autoridades de política monetária do banco central norte-americano em Jackson Hole para avaliar a trajetória da taxa de juros. O índice Dow Jones recuou 0,11%.

Segundo Rodrigo Cohen, analista da Escola de Investimentos: “os mercados vão ficar em compasso de espera até sexta-feira (25), quando Jerome Powell, chair do Federal Reserve, vai falar em Jackson Hole, e espera-se alguma novidade em relação às próximas decisões em relação aos juros. Justamente a imprevisibilidade, a indecisão e a incerteza geram uma insegurança, fazendo com que os juros e o dólar subam, e as bolsas ao redor do mundo caiam em um ambiente de aversão a riscos”.

Na Europa, os índices acionários interromperam uma sequência de quatro dias de perdas, com os setores de energia e mineradoras em alta, acompanhando o avanço dos preços globais de commodities, enquanto a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk liderou os ganhos no setor de saúde. Além disso, investidores aguardam ansiosamente o Simpósio de Jackson Hole nesta semana, onde a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e o chair do Fed, Jerome Powell, devem fornecer pistas sobre as perspectivas das taxas de juros.

(Com Reuters)

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