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Ibovespa fecha no azul com alívio de Treasuries; Petrobras cai 3,97%

Antes de sair de suas máximas, o rendimento do Treasury de 30 anos ultrapassou 5% pela primeira vez desde agosto de 2007

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Nesta quarta-feira (4), o Ibovespa subiu 0,17% e fechou a 113.606,49 pontos, totalizando um volume financeiro de R$ 19,93 bilhões. O mercado acompanhou o efeito positivo da trégua no avanço dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos nas bolsas internacionais. Porém, liderando as quedas, as ações da Petrobras (PETR4) caíram 3,97%, acompanhando a desvalorização do petróleo no exterior.

A Arábia Saudita e a Rússia prometeram continuar cortando produção até ao final de 2023, mas o efeito era compensado pelos receios relativos à demanda por causa do cenário macroeconômico. Um painel ministerial da Opep+ que se reuniu nesta quarta-feira (4) não fez alterações na atual política de produção de petróleo do grupo. No setor, a Prio (PRIO3) recuou 2,81%, a R$ 43,80, tendo ainda no radar dados operacionais referentes a setembro.

Na ponta positiva, a CVC (CVCB3) e a Locaweb (LWSA3) subiram, respectivamente, 7,53% a R$ 2,57 e 7,19% a R$ 6,26.

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No exterior

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street subiram depois que novos dados apontaram para um esfriamento do mercado de trabalho, enquanto um recuo nos rendimentos dos Treasuries em relação a picos de vários anos também ajudava o sentimento dos investidores.

Antes de sair de suas máximas, o rendimento do Treasury de 30 anos ultrapassou 5% pela primeira vez desde agosto de 2007, enquanto as taxas de 10 anos e de cinco anos atingiram o maior valor desde 2007.

Na Europa, os índices acionários caíram pelo terceiro dia consecutivo, pressionadas por quedas em papéis ligados a commodities e varejistas, enquanto os rendimentos de títulos dos EUA e Europa deram uma pausa depois de atingirem os maiores níveis em vários anos.

Depois de subirem para os maiores patamares em mais de uma década, os rendimentos dos títulos da zona do euro se estabilizaram com a sinalização de autoridades do Banco Central Europeu de que o ciclo de aumento das taxas de juros provavelmente está concluído.

(Com Reuters)

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