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Inflação ao consumidor dos EUA reforça chance de corte do Fed

Índice de preços ao consumidor nos EUA (CPI) sobe em linha com o esperado em julho

3 min

A inflação ao consumidor dos Estados Unidos subiu em linha com o esperado em julho. O resultado mantém as expectativas de que o Federal Reserve irá cortar a taxa de juros do país no próximo mês.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) cresceu 0,2% no mês passado, depois de cair 0,1% em junho, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quarta-feira (14). Já a taxa anual teve alta de 2,9%, desacelerando-se ante o avanço de 3,0% em junho.

Economistas consultados pela Reuters previram que o CPI aumentaria 0,2% no mês e 3,0% no comparativo anual. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o chamado núcleo do CPI subiu 0,2% em julho, depois de avançar 0,1% em junho. Em base anual, o núcleo do indicador avançou 3,2%, no menor aumento anual desde abril de 2021 e seguiu-se a um ganho de 3,3% em junho.

O aumento da inflação ao consumidor moderou consideravelmente em relação ao pico de 9,1% visto em junho de 2022. Embora ainda elevada, a inflação está se aproximando da meta de 2% do Fed.

0,25 ou 0,50?

Daí porque as chances de um corte nos juros na reunião de setembro são unânimes. A dúvida é se que a queda será de 0,25 ponto percentual (pp) ou se de 0,50 pp. Por ora, o placar está em 58,5% versus 41,5% de possibilidade, respectivamente.

Economistas argumentam que o mercado de trabalho nos EUA teria de se deteriorar consideravelmente para que o Fed realizasse uma queda inicial mais agressiva na taxa.

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“Vemos como exagerado e prematuro a discussão de cortes mais agressivos, pois entendemos que essa evolução favorável nos preços precisa ser sustentada em direção ao retorno da meta do Fed e isso requer mais alguns meses de uma trajetória benigna para inflação”, avalia William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Ele lembra que a inflação ao consumidor nos EUA acumula agora quatro leituras mais brandas. Ou seja, desde o dado de abril, há uma dinâmica favorável dos índices de preços. “No entanto, entendemos que não há muito o que comemorar, mas o dado sustenta a visão dominante no mercado, de que há espaço para o Fed começar um processo de redução paulatina dos juros”, diz, lembrando que a maior parte das apostas aponta para um corte de 0,25pp na próxima reunião.

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