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Vendas no varejo brasileiro avançam 0,6% em julho, diz IBGE

O indicador do varejo se junta a outros números que mostram uma aceleração acima da esperada para a economia do Brasil

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Vendas no varejo sobem em dezembro - Foto: REUTERS/Jeenah Moon
Foto: REUTERS/Jeenah MoonVendas no varejo – Foto: REUTERS/Jeenah Moon

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,6% em julho na comparação com o mês anterior. Na base anualizada, o indicador avança  4,4%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50% na comparação mensal e de avanço de 4,20% sobre um ano antes.

O número das vendas no varejo vão em linha com os últimos indicadores econômicos divulgados no país e que apontam para uma aceleração da economia — o que sustenta a percepção do mercado de que o Banco Central (BC) deverá voltar a subir a taxa básica de juros (Selic) já na próxima quarta-feira (18). 

Indicadores mostram aceleração

O Produto Interno Bruto (PIB) mostrou que a economia brasileira cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2024, acima do avanço de 0,9% esperado pelos analistas consultados pela Reuters. Ontem, o setor de serviços mostrou uma alta surpreendente, renovando o patamar recorde. 

O volume de serviços teve um avanço de 1,2% julho no comparativo com o mês anterior. No entanto, o resultado frustrou a expectativa dos analistas ouvidos pela Reuters, que esperavam um recuo de 0,1%. 

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Já a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve queda de 0,02%. Apesar da deflação, especialistas não acreditam que seja o suficiente para alterar o desfecho do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) semana que vem. 

Isso porque há um temor de que as pressões que resultaram no recuo do índice estejam ligadas a fatores sazonais. Além disso, a alteração para bandeira vermelha pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve pressionar o preço da conta de energia elétrica nos próximos meses. A seca e seguidas ondas de calor também podem ter efeito nas próximas leituras do índice. 

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