1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Pedidos de Auxílio-desemprego Sobem nos EUA, Afetados por Furacão e Greve na Boeing
Forbes Money

Pedidos de Auxílio-desemprego Sobem nos EUA, Afetados por Furacão e Greve na Boeing

As solicitações saltaram para 258 mil na última semana, impulsionadas pelo furacão Helene e pelas dispensas temporárias na Boeing

2 min

O número de americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou na semana passada, parcialmente impulsionado pelo furacão Helene e por dispensas temporárias na Boeing em meio a uma greve de quase quatro semanas na fabricante de aviões.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 33 mil na semana passada, chegando a 258 mil em dado com ajuste sazonal na semana encerrada em 5 de outubro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (10).

Foto: Reuters / Brian Snyder
auxílio-desempregoO cenário de curto prazo do mercado de trabalho também deve ser afetado pelo furacão Milton

Economistas consultados pela Reuters previam 230 mil pedidos para a última semana. Houve grandes aumentos nas solicitações não ajustadas na Carolina do Norte e na Flórida, e os pedidos também aumentaram no Estado de Washington. O Helene, que atingiu a Flórida e devastou grandes áreas do sudeste dos EUA no final de setembro, provavelmente continuará distorcendo os dados nas próximas semanas.

O cenário de curto prazo do mercado de trabalho também deve ser afetado pelo furacão Milton, que passou pela Flórida na quinta-feira, provocando tornados, destruindo casas e cortando a energia elétrica.

Embora os trabalhadores grevistas não tenham direito a auxílio-desemprego, seu movimento está repercutindo na cadeia de oferta e em outras empresas dependentes da Boeing, causando demissões temporárias.

A Boeing anunciou a dispensa temporária de dezenas de milhares de funcionários. Os cerca de 33 mil que abandonaram o trabalho no mês passado podem afetar negativamente o relatório de emprego de outubro, que será divulgado dias antes da eleição presidencial de 5 de novembro.

No mês passado, o Federal Reserve cortou sua taxa de juros de referência em 50 pontos-base, para a faixa de 4,75% a 5,00%, a primeira redução nos custos de empréstimos desde 2020, destacando os riscos crescentes para o mercado de trabalho.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.