As solicitações de auxílio-desemprego subiram acima do esperado em 8 mil pedidos, passando a 237 mil com ajuste sazonal, na semana encerrada em 30 de agosto, segundo o Departamento do Trabalho. O número, divulgado nesta quinta-feira (4), reforça o cenário de arrefecimento do mercado de trabalho americano.
O crescimento do emprego mudou para uma velocidade de estagnação, com os economistas culpando as tarifas de importação do presidente dos EUA, Donald Trump, e uma repressão à imigração que está dificultando a contratação em canteiros de obras e restaurantes.
O governo informou na quarta-feira (4) que havia mais pessoas desempregadas do que vagas disponíveis em julho, pela primeira vez desde a pandemia da covid-19. O relatório “Livro Bege” do Federal Reserve (Fed) também observou que “as empresas estavam hesitantes em contratar trabalhadores devido à demanda mais fraca ou à incerteza”.
O número de pessoas recebendo benefícios após uma semana inicial de ajuda caiu em 4 mil, para 1,94 milhão, durante a semana que terminou em 23 de agosto, segundo o relatório.
Os dados sobre os pedidos de auxílio não têm relação com o relatório de emprego de agosto, que será divulgado na sexta-feira (6), pois estão fora do período da pesquisa.
Para economistas consultados pela Reuters, o documento deve mostrar abertura de 75 mil vagas de emprego em agosto, depois de 73 mil em julho.
O Federal Reserve tem mantido sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% desde dezembro.