Em um ano em que as ações americanas dispararam, quatro dos cinco bilionários que mais perderam dinheiro em 2024 são de fora dos Estados Unidos.
Para alguns bilionários, 2024 trouxe ganhos impressionantes. Elon Musk foi a primeira pessoa a ultrapassar a marca de US$ 400 bilhões (R$ 2,44 trilhões), enquanto a fortuna do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, cresceu quase US$ 92 bilhões (R$ 561,2 bilhões).
Até meados de dezembro, as 20 pessoas mais ricas do mundo acumulavam um patrimônio impressionante de US$ 3 trilhões (R$ 18,3 trilhões). No entanto, nem todos os bilionários tiveram um ano memorável.
O crescimento mais lento na China e os mercados de ações mais fracos na Europa contribuíram para a redução do patrimônio de centenas de bilionários. Essa desaceleração fora dos EUA é evidente no fato de que quatro dos cinco maiores perdedores de fortuna são não-americanos.
As coisas poderiam ser piores para esse seleto grupo de ultrarricos. Há dois anos, os cinco maiores perdedores de fortunas viram um total de US$ 378 bilhões (R$ 2,31 trilhões) desaparecer, um recorde. Isso faz com que os US$ 97 bilhões (R$ 591,7 bilhões) em perdas combinadas desses cinco bilionários em 2024 pareçam relativamente pequenos. Além disso, eles ainda têm muito dinheiro para amortecer o impacto.
Confira os bilionários que mais perderam dinheiro em 2024:
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1 / 5 Getty ImagesBernard Arnault, Presidente e Diretor executivo da LVMH -
2 / 5Carlos Slim Helú Nacionalidade: México | Fonte da riqueza: Telecomunicações, investimentos | Patrimônio líquido: US$ 81,3 bilhões (R$ 496 bilhões) | Perda em 2024: US$ 22,9 bilhões (R$ 139,7 bilhões) O mexicano Carlos Slim Helú foi o segundo maior perdedor. Seu ativo mais valioso, de longe, é sua participação na operadora de telecomunicações América Móvil, com sede no México, que atua em 22 países da América Latina, Europa Central e Europa Oriental. Uma queda de quase 20% nas ações da América Móvil, combinada com a desvalorização do peso mexicano em relação ao dólar americano, levou a uma redução de US$ 22,9 bilhões (R$ 139,7 bilhões) em sua fortuna, estimada agora em US$ 81,3 bilhões (R$ 496 bilhões). -
3 / 5Françoise Bettencourt Meyers Nacionalidade: França | Fonte da riqueza: L’Oréal | Patrimônio líquido: US$ 74,7 bilhões (R$ 455,6 bilhões) |Perda em 2024: US$ 22 bilhões (R$ 134,2 bilhões) A menor demanda dos consumidores na China também afetou significativamente a fortuna de Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal, cujo avô fundou a gigante dos cosméticos. As vendas no norte da Ásia, que inclui a China, caíram 6,5% no terceiro trimestre, em meio ao que a empresa descreveu como um “ecossistema desafiador” no país. As ações da L’Oréal caíram quase 24% até 13 de dezembro, apagando US$ 22 bilhões (R$ 134,2 bilhões) do patrimônio líquido de Bettencourt Meyers. Apesar da queda expressiva, ela continua sendo a segunda mulher mais rica do mundo, com US$ 74,7 bilhões (R$ 455,6 bilhões), atrás apenas de Alice Walton, herdeira do Walmart. -
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4 / 5Colin Huang Nacionalidade: China | Fonte da riqueza: E-commerce | Patrimônio líquido: US$ 36 bilhões (R$ 219,6 bilhões) | Perda em 2024: US$ 15,3 bilhões (R$ 93,3 bilhões) Colin Huang, fundador e ex-presidente do grupo PDD Holdings, dono da varejista online Temu, tornou-se a pessoa mais rica da China neste verão. Contudo, uma queda acentuada de 31% no preço das ações da PDD Holdings, iniciada em agosto, após o anúncio de lucros abaixo do esperado no segundo trimestre, fez com que perdesse esse título. Huang termina o ano com US$ 15,3 bilhões (R$ 93,3 bilhões) a menos do que tinha no início de 2024, sendo agora o quarto bilionário mais rico da China, com uma fortuna avaliada em US$ 36 bilhões (R$ 219,6 bilhões). -
5 / 5Bill Gates Nacionalidade: EUA| Fonte da riqueza: Microsoft, investimentos | Patrimônio líquido: US$ 107 bilhões (R$ 652,7 bilhões) | Perda em 2024: US$ 12 bilhões (R$ 73,2 bilhões) O quinto maior perdedor deste ano foi Bill Gates. Mas a redução de US$ 12 bilhões (R$ 73,2 bilhões) em sua fortuna se deve mais à redistribuição de ativos do que a quedas no mercado financeiro. Quando sua ex-esposa, Melinda French Gates, renunciou ao cargo de copresidente da Fundação Bill & Melinda Gates em junho, anunciou que receberia US$ 12,5 bilhões (R$ 76,25 bilhões) para seus esforços filantrópicos. A origem desses fundos não foi divulgada, mas a Forbes apurou que os ativos vieram de Bill, e não da fundação. Essa transferência, combinada com novas informações sobre a fortuna de Bill Gates, levou a Forbes a quase triplicar sua estimativa do acordo de divórcio para US$ 29 bilhões (R$ 176,9 bilhões) em outubro de 2024.