Os Estados Unidos sofreram um recuo de 10,8% no déficit comercial de bens de junho. Segundo o Departamento de Comércio, com a queda, o déficit comercial caiu para US$ 86 bilhões (R$ 480,74 bilhões). Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit aumentaria para US$ 98,2 bilhões (R$ 549,04 bilhões). A queda consolida a expectativa de economistas de que o comércio provavelmente foi responsável por grande parte da recuperação prevista do crescimento econômico no segundo trimestre.
As importações de bens diminuíram em US$ 11,5 bilhões (R$ 64,29 bilhões), chegando a US$ 264,2 bilhões (R$ 1,475 trilhão). Enquanto as exportações caíram em US$ 1,1 bilhão (R$ 6,14 bilhões), chegando a US$ 178,2 bilhões (R$ 994,24 bilhões). Os resultados vêm após as empresas correrem contra o tempo para evitar os preços mais altos decorrentes das tarifas impostas a produtos estrangeiros.
Como consequência, o Produto Interno Bruto (PIB) contraiu a uma taxa anualizada de 0,5% no trimestre de janeiro a março. Só o déficit comercial cortou um recorde de 4,61 pontos percentuais do PIB no trimestre de janeiro a março.
A expectativa é de uma reversão acentuada nos seis meses finais deste ano, embora parte do impulso ao PIB provavelmente tenha sido parcialmente compensada pelo fato das empresas terem retirado algumas das importações, que haviam sido armazenadas como estoque.
O governo americano publicará sua estimativa inicial do PIB do segundo trimestre na quarta-feira (30). Uma pesquisa da Reuters com economistas prevê que o crescimento econômico teve recuperação de 2,4% no trimestre de abril a junho.