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Maio Registra Primeira Retração do Ano na Atividade Econômica

Dos setores avaliados pelo IBC-Br, apenas o de serviços avançou no período em relação ao mês anterior

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (14) mostraram que a atividade econômica, medida pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), caiu em maio. Com queda de 0,7% em relação a abril, esta é a primeira vez que o índice — considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) — cai em 2025.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 3,2%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 4%, de acordo com números não dessazonalizados. O indicador é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.

Da análise feita pelo IBGE, apenas o setor de serviços avançou, com alta de 0,1% no volume em relação a abril, embora tenha sido um percentual abaixo do esperado. Em contrapartida, a produção industrial contraiu 0,5% e as vendas no varejo tiveram queda de 0,2%.

Ritmo em queda

Vale lembrar que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), realizada em junho, a autarquia decidiu elevar a taxa Selic em mais 0,25 ponto percentual, a 15% ao ano, e destacou que antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros, considerando que a taxa deve permanecer inalterada por “período bastante prolongado”.

Analistas apontam que a economia brasileira deverá registrar desaceleração gradual diante do impacto da política monetária restritiva, ainda que o mercado de trabalho robusto ajude a manter a resiliência da atividade econômica.

Ainda assim, na sexta-feira (11), o Ministério da Fazenda revisou para cima a previsão para o crescimento do país neste ano, a 2,5%, passando a indicar uma redução no ritmo apenas marginal para 2026. No entanto, essas estimativas não consideraram efeitos potenciais do aumento das tarifas sobre o Brasil pelos EUA de 10% para 50%, anunciado na semana passada pelo governo Trump e que podem entrar em vigor em agosto.

“Na nossa opinião, o mercado de trabalho robusto e o impacto de medidas de estímulo do governo devem impedir uma reversão acentuada da atividade doméstica”, avaliou Rodolfo Margato, economista da XP, prevendo crescimento do PIB de 2,5% em 2025. “Por outro lado, as tarifas de 50% anunciadas pelo governo dos EUA sobre os produtos brasileiros colocam viés de baixa em nossa projeção para o crescimento econômico deste ano”, completou ele, calculando uma redução do PIB de até 0,3 ponto percentual.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC mostrou que a expectativa do mercado para a expansão do PIB em 2025 é de 2,23%, indo a 1,89% em 2026.

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