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Pré-mercado: Ausência de Reação com Tarifas Anima Investidores

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quinta-feira, 7 de agosto

3 min

Bom dia. Estamos na quinta-feira, 7 de agosto.

Cenários

O mercado financeiro reagiu sem sobressaltos à entrada em vigor das tarifas comerciais de 50% impostas pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros. A medida atingiu diversos setores como café, carnes e açúcar, mas cerca de 700 itens foram excluídos da cobrança.

O governo brasileiro não anunciou retaliações. O Ministério das Relações Exteriores disse que continuará buscando negociações bilaterais. A Receita Federal e o Ministério da Fazenda divulgaram plano de apoio aos setores afetados. A estratégia do governo de desescalar a polêmica e tentar conduzir negociações pela via diplomática é bem-vista pelos investidores.

O Ibovespa subiu cerca de 1% no pregão da quarta‑feira (6), encerrando próximo de 134.600 pontos. Foi o terceiro dia consecutivo de valorização. Os ganhos foram atribuídos à continuidade da temporada de resultados e à sinalização de que o Brasil não iria retaliar imediatamente à imposição americana.

No câmbio, o real teve leve valorização frente ao dólar. A divisa recuou 0,8% para R$ 5,463. Analistas citaram o alívio gerado pelas exceções nas tarifas e o movimento global de enfraquecimento do dólar como fatores para a valorização da moeda brasileira. O fluxo comercial também teve influência, com exportadores aproveitando o patamar elevado da taxa de câmbio.

Outro fator relevante é a divulgação dos resultados da Petrobras referentes ao segundo trimestre de 2025, agendada para depois do fechamento do pregão. A expectativa de analistas é de lucro líquido de R$ 20,172 bilhões. O resultado representa reversão frente ao prejuízo de R$ 2,605 bilhões no segundo trimestre de 2024. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, porém, o lucro projetado representa queda de 42,7%.

A receita líquida estimada é de R$ 113,969 bilhões. O valor representa recuo de 6,8% na comparação anual e queda de 7,45% em relação ao trimestre anterior. O Ebitda ajustado previsto é de R$ 56,735 bilhões, com alta de 14% frente ao segundo trimestre de 2024, mas recuo de 7,12% frente aos três primeiros meses de 2025.

Perspectivas

Para a quinta‑feira, 7 de agosto, as perspectivas indicam estabilidade ou leve alta no Ibovespa. A tendência é que o entendimento sobre o impacto do tarifaço continue guiando o comportamento do mercado. O Ibovespa pode oscilar de forma moderada, à medida que os agentes avaliem o impacto efetivo do novo regime tarifário. O ambiente internacional é mais favorável. Os contratos futuros de ações nos Estados Unidos operam em alta, refletindo bons resultados corporativos no país. Caso essa tendência se mantenha, pode haver apoio adicional ao mercado acionário brasileiro.

Indicadores

  • Brasil

IGP-Di (Jul)

Observado: – 0,07%

Esperado: ND

Anterior: – 1,80%

  • Estados Unidos

Pedidos iniciais de seguro-desemprego

Esperado: 221 mil

Anterior: 218 mil

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