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Cenários
Os investidores seguem na expectativa com as declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED), o banco central americano, previstas para sexta-feira (22), durante o encontro anual de Jackson Hole. O que está em debate é uma sinalização por parte do FED sobre a trajetória dos juros americanos no segundo semestre.
Há exatamente um ano os Fed Funds estavam no intervalo entre 5,25% e 5,50% ao ano. A desaceleração da inflação levou o FED a reduzir os juros em um ponto percetual ao longo do segundo semestre de 2024. A última alteração ocorreu em 19 de dezembro, quando os juros foram reduzidos para o patamar corrente, entre 4,25% e 4,50% ao ano.
Desde então os diretores do FED têm evitado novos cortes. As justificativas têm sido a resiliência da inflação e do mercado de trabalho nos Estados Unidos e a incerteza do impacto sobre a atividade econômica (e sobre os preços) das tarifas comerciais impostas por Donald Trump.
No entanto, indicadores recentes do mercado de trabalho mostram um arrefecimento da economia, apesar de a inflação ainda não ter dado sinais de queda. Foi o suficiente para as expectativas dos investidores convergirem para um corte de 0,75 ponto percentual nos Fed Funds até o fim de 2025, com três cortes sucessivos de 0,25 ponto percentual nas reuniões agendadas para setembro, outubro e dezembro.
Na última reunião, em julho, o Federal Open Market Committee (Fomc), o Copom americano, manteve os juros e não indicou cortes iminentes. Porém, dois dos onze votantes discordaram e defenderam uma redução de 25 pontos-base. Segundo o modelo CME FedWatch há 85% de probabilidade de um corte em setembro. O CME estimou 66% de chance de corte de pelo menos 1 ponto percentual até julho de 2026. No entanto, isso depende do que Powell disser na sexta-feira. Um discurso indicando manutenção das taxas pode provocar fortes quedas nas ações
Perspectivas
O mercado aguarda a fala de sexta-feira para ajustar preço de ativos e ajustar expectativas sobre a trajetória dos juros americanos. O contexto desde 1º de julho sustenta a tese de que uma decisão por cortes pode se materializar já em setembro, mas dados de inflação e emprego continuarão a guiar os próximos passos do FED.
Indicadores
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