Bom dia. Estamos na sexta-feira, 29 de agosto.
Cenários
Os investidores aguardam a divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos em julho, medida pelo Personal Consumption Expenditure (PCE), e agendada para esta sexta-feira (29). A mediana das estimativas dos investidores indica que o núcleo do PCE, que não considera os preços mais voláteis dos alimentos e da energia, avance 2,9% no acumulado em 12 meses até julho. O número representa uma leve aceleração em relação ao resultado dos 12 meses até junho, quando o índice avançou 2,8%.
O resultado será decisivo para a formação das expectativas em torno da reunião de setembro do Federal Reserve (FED), o banco central americano. Atualmente, a expectativa predominante para o encontro é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica americana, hoje no intervalo de 4,25% e 4,50% ao ano.
O núcleo do PCE é o indicador preferido pelo banco central americano para monitorar a inflação. A leitura persistente acima da meta de 2% ao ano dificulta cortes mais rápidos nos juros. Caso o dado confirme a expectativa de 2,9%, a autoridade monetária pode adotar postura cautelosa. Nesse caso, a redução dos juros em setembro não estaria garantida, podendo ser adiada para novembro.
Se o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, venha em linha ou abaixo das expectativas, os preços das ações tendem a reagir de forma positiva em Wall Street. O movimento pode se estender ao Ibovespa, uma vez que a percepção de redução de juros nos Estados Unidos reforça o apetite global por ativos de risco.
A aposta em juros menores nos Estados Unidos tem efeito imediato sobre os preços dos ativos financeiros. Com rendimentos mais baixos nos títulos do Tesouro americano, os investidores buscam aplicações mais rentáveis em bolsas de valores e mercados emergentes. O Brasil é diretamente beneficiado por esse movimento. Além da valorização das ações, o real tende a se fortalecer frente ao dólar.
Perspectivas
No cenário doméstico, a bolsa já acumula sessões recentes de volatilidade por influência externa e pelo noticiário político. Juros mais baixos nos Estados Unidos favorecem a demanda global e impulsionam preços de petróleo, minério de ferro e soja. Esses produtos têm peso relevante na balança comercial brasileira e nas empresas listadas na bolsa.
Indicadores
- Brasil
Desemprego (Jul)
Esperado: ND
Anterior: 5,8%
Dívida líquida x PIB (Jul)
Esperado: ND
Anterior: 62,9%
- Estados Unidos
Inflação PCE (Jul)
Esperado: 0,2%
Anterior: 0,2%
Inflação PCE (12m)
Esperado: 2,6%
Anterior: 2,6%
Núcleo da inflação PCE (Jul)
Esperado: 0,3%
Anterior: 0,3%
Núcleo da inflação PCE (12m)
Esperado: 2,9%
Anterior: 2,8%