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Preços Ao Produtor dos EUA Aceleram em Julho com Aumento de Custos de Serviços e Bens

No acumulado dos 12 últimos meses até julho, o índice registra alta de 3,3%

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Nesta quinta-feira (14), o Escritório de Estatísticas do Trabalho — um dos braços do Departamento do Trabalho — publicou dados referente ao índice de preços ao produtor americano. Os valores avançaram para a demanda final em 0,9% em julho, após manter-se em junho. Economistas consultados pela Reuteurs previam alta de 0,2%.

Os preços dos serviços subiram 1,1%, o maior avanço desde março de 2022, em meio a fortes aumentos em máquinas e equipamentos no atacado, custos de gerenciamento de portfólio, hotéis e transporte rodoviário de carga. Os preços de bens subiram 0,7%, maior alta desde janeiro. Houve fortes aumentos nos preços de vegetais, carnes e ovos.

Com o relatório de julho, o Escritório de Estatísticas do Trabalho encerrou o cálculo e a publicação de aproximadamente 350 índices. A agência sofreu anos de subfinanciamento sob os governos republicano e democrata, uma situação agravada por uma campanha sem precedentes da Casa Branca, liderada pelo presidente Donald Trump, para refazer o governo federal por meio de cortes profundos de gastos e demissões de funcionários públicos.

As restrições de recursos afetaram o relatório de emprego e resultaram na suspensão da coleta de dados de partes da cesta do índice de preços ao consumidor em algumas áreas do país. Isso levantou preocupações sobre a qualidade dos dados econômicos produzidos pelo governo. Outro ponto de alerta é a nomeação do economista da Heritage Foundation E.J. Antoni, um crítico do Escritório de Estatísticas do Trabalho, para chefiar a agência.

Nos 12 meses até julho, o índice de preços ao produtor aumentou 3,3%, depois de avançar 2,4% em junho. Até o momento, o repasse das tarifas de Trump tem sido limitado, mas o relatório corroborou as expectativas dos economistas de que as tarifas de importação aumentem a inflação nos próximos meses.

Na terça-feira (12), o governo relatou um leve aumento nos preços ao consumidor em julho, apesar da alta dos custos de serviços como atendimento odontológico e passagens aéreas tenha feito com que uma medida da inflação subjacente registrasse seu maior avanço em seis meses.

Embora os mercados financeiros tenham precificado um corte na taxa de juros do Federal Reserve (Fed) no próximo mês, o aumento da inflação de serviços e a expectativa de que as tarifas ainda possam elevar significativamente os preços dos produtos deixaram alguns economistas em dúvida quanto à retomada do afrouxamento monetário na ausência de deterioração do mercado de trabalho. O banco central dos EUA manteve sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% no mês passado, pela quinta vez consecutiva desde dezembro.

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