O Census Bureau do Departamento de Comércio, divulgado nesta sexta-feira (15), apontou que as vendas no varejo americano cresceram 0,5% em julho, ante uma alta revisada para cima de 0,9% em junho. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo, que são em sua maioria mercadorias e não são ajustadas pela inflação, avançariam 0,5%, depois de um aumento de 0,6% relatado anteriormente em junho.
O avanço foi impulsionado pela elevada demanda por veículos, além de ações promocionais promovidas por Amazon e Walmart. O resultado mostra resiliência em meio à desaceleração do mercado de trabalho e a alta no valor dos produtos, fatores que podem conter o crescimento dos gastos dos consumidores no terceiro trimestre deste ano.
Parte do aumento das vendas no varejo no mês passado pode ser devido a aumentos de preços impulsionados por tarifas, em vez de volumes. Uma corrida para a compra de veículos elétricos movidos a bateria antes do vencimento, em 30 de setembro, dos créditos fiscais do governo federal ajudou a impulsionar as vendas de automóveis em julho, apontaram analistas do JP Morgan.
O Walmart, para atrair consumidores, realizou promoções, inclusive de produtos essenciais para a volta às aulas, iniciativa semelhante à adotada pelo Amazon. A empresa ampliou sua janela de vendas para 96 horas, em vez das 48 horas habituais, apresentando promoções agressivas em categorias que variaram de vestuário a eletrônicos.
No entanto, os riscos negativos para os gastos dos consumidores estão aumentando constantemente. As famílias de renda média e alta são as principais responsáveis pelos gastos.
As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação aumentaram 0,5% no mês passado, após um aumento revisado para cima de 0,8% em junho, de 0,5% informado antes.