Não é exagero dizer que o brasileiro é apaixonado por tênis. As célebres comemorações de Gustavo Kuerten ao vencer Roland Garros, por exemplo, fazem parte da memória nacional.
Nos últimos anos, nomes como Beatriz Haddad Maia, João Fonseca, Thiago Monteiro e as medalhistas olímpicas Luísa Stefani e Laura Pigossi fizeram a alegria da torcida. Mas como garantir que novos talentos sigam se desenvolvendo com a estrutura adequada?
Pensando na paixão do brasileiro pelo esporte e o crescimento da demanda por investimentos de impacto social, a EQI Investimentos acaba de lançar o fundo de renda fixa Match Point Brasil.
À primeira vista, o produto pode até parecer um ativo de renda fixa convencional — com liquidez diária, rentabilidade atrelada ao CDI e composição-base de 60% do investimento feita em LFTs e 40% em Letras Financeiras de Bancos (LFs). O diferencial está na destinação da taxa de administração (0,30% ao ano) que, ao invés de ir para os cofres da corretora, será destinada ao Instituto Tennis Route.
Com mais de R$ 45 bilhões de ativos sob custódia e patrocinadora ativa de atletas e iniciativas de formação de jovens tenistas, a EQI Investimentos já é uma antiga parceira do tênis brasileiro, refletindo a paixão de seus sócios pelo esporte. Hoje, a corretora destina cerca de R$ 3 milhões anualmente à causa.
“Nosso objetivo é chegar a R$ 1 bilhão no fundo e, com isso, patrocinar 40 atletas em treinamento no Tennis Route, com toda a estrutura de fisioterapia, psicologia, educação física e coach”, aponta Patrik Castilho, diretor de marketing da EQI.
Segundo o co-fundador e diretor da EQI, Roberto Varaschin, a expectativa é que a meta de R$ 1 bilhão sob custódia do fundo seja batida entre seis meses e um ano. De acordo com Varaschin, por se tratar de um produto de renda fixa com características já conhecidas dos investidores — em um momento de forte atratividade devido à Selic na casa dos 15% —, o objetivo deve ser facilmente batido em pouco tempo. O investimento mínimo é de R$ 1.
“Quando a EQI patrocina um atleta, é a empresa patrocinando. Quando vira fundo, é o cliente. O recurso é o mesmo, mas o impacto é muito maior e com mais escala. […] O investidor já coloca esse dinheiro em fundos semelhantes. A diferença aqui é que ele pode apoiar o esporte e o futuro do tênis no Brasil. Por que não destinar recursos para esse tipo de projeto?”, aponta o diretor.

Amor pelo tênis
Os executivos explicam que o amor pelo tênis está no DNA da EQI e não é de hoje. Com muitos dos sócios e clientes dividindo o gosto pelo esporte, a companhia começou a patrocinar o duplista Rafael Matos em janeiro de 2023. Logo no primeiro mês de parceria, o atleta sagrou-se campeão de duplas mistas do Australian Open.
Foi por meio de Thiago Monteiro, ex-número 61 do mundo, que os diretores da corretora tiveram contato com o trabalho do Instituto Tennis Route.
Além dos custos de treinamento e preparação física, jovens atletas juvenis também encontram dificuldades para financiarem as suas idas até torneios — um problema que o fundo tentará amenizar.
A cada R$ 100 milhões captados pelo fundo, cerca de R$ 300 mil em taxa de administração são destinados ao projeto. Esse valor é suficiente para custear aproximadamente quatro atletas por ano, considerando a média do próprio projeto. Com a meta de alcançar R$ 1 bilhão sob custódia, o repasse anual pode chegar a R$ 3 milhões, valor suficiente para apoiar até 40 jovens atletas no projeto
“Se esse fundo temático for vencedor no tênis, nada impede de expandir para outros esportes ou até para outras iniciativas de impacto social”, conclui Varaschin.