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Banco Mundial Eleva Projeção e Prevê Crescimento de 4,8% na China

Nova estimativa indica alta de 0,8 ponto percentual e prevê expansão regional de 4,4% em 2025, apesar dos riscos de desaceleração e endividamento

3 min

China deve crescer 4,8%, segundo projeção do Banco Mundial. A instituição ajustou para cima as previsões para o Leste da Ásia, embora tenha alertado sobre uma possível desaceleração em 2026, por conta da baixa confiança dos consumidores e das empresas, além do enfraquecimento de novas exportações.

Ao publicar suas perspectivas econômicas semestrais para o leste asiático e a região do Pacífico nesta terça-feira (7), o Banco Mundial disse que agora estima que a China crescerá 4,2% no próximo ano, depois de prever em abril um crescimento de 4% tanto neste ano quanto no próximo.

“O crescimento da China, a maior economia da região, deverá diminuir devido a uma desaceleração esperada no crescimento das exportações e a uma provável redução no estímulo fiscal em função do aumento da dívida pública, bem como da desaceleração estrutural contínua”, escreveram os autores do relatório.

A instituição espera que o restante da região do leste asiático e do pacífico cresça 4,4% em 2025 – um aumento de 0,2 ponto percentual – mas manteve sua previsão de 4,5% para 2026.

O Banco Mundial atribuiu a moderação do ímpeto ao aumento das barreiras comerciais, à elevada incerteza da política econômica global e ao crescimento global mais lento, com a imprevisibilidade, especialmente na Indonésia e na Tailândia, aumentando a pressão.

“As empresas adotam uma abordagem de ‘esperar para ver’, adiando ou reduzindo os gastos de capital”, disse o relatório.

O crescimento econômico global tem estado sob pressão neste ano devido a uma grande mudança nas políticas econômicas dos Estados Unidos. A Ásia, com economias voltadas para a exportação, foi pega na mira da imprevisível política comercial do presidente dos EUA, Donald Trump.

Dados de setembro mostraram que a produção das fábricas e as vendas no varejo da China registraram o crescimento mais fraco em quase um ano, além de outros indicadores que sugerem que a economia ainda está longe de apresentar uma forte recuperação.

Os analistas esperam que Pequim implemente mais medidas de estímulo para evitar uma desaceleração acentuada na segunda maior economia do mundo e apoiar a meta de crescimento anual do governo de “cerca de 5%”.

O Banco Mundial também recomendou que os países permaneçam concentrados nas perspectivas de longo prazo, afirmando que o apoio ao crescimento de curto prazo por meio de medidas fiscais pode proporcionar benefícios de desenvolvimento menos duradouros do que reformas internas mais profundas.

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