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Ouro Bate Novo Recorde e Passa dos US$ 4,2 Mil a Onça

Metal já subiu 59% em 2025. Nova alta é impulsionada por expectativa de novos cortes de juros do Fed e forte demanda de bancos centrais

2 min

Nesta quarta-feira (15), o ouro ampliou o seu rali, com a onça cotada a US$ 4,2 mil (R$ 22.680,00). A nova valorização do metal está impulsionada pelas expectativas de que o Federal Reserve (Fed) corte novamente a taxa de juros dos EUA, em meio às incertezas econômicas e políticas, o que também motiva a busca pelo ouro. Até o momento, o metal subiu 59% neste ano. As fortes compras de bancos centrais, uma tendência mais ampla de desdolarização e entradas robustas de fundos negociados em bolsa também estão influenciando a alta.

Mais cedo, o ouro à vista tinha alta de 1,4%, a US$ 4.200,12 (R$ 22.680,65) a onça, depois de atingir um recorde de US$ 4.217,95 (R$ 22.776,93). Os contratos futuros do metal dos Estados Unidos para entrega em dezembro ganhavam 1,3%, para US$ 4.216,20 (R$ 22.769,48).

“O prolongamento da paralisação do governo dos EUA, os comentários mais ‘dovish’ das autoridades do Fed e a contínua escalada das tensões comerciais entre os EUA e a China provavelmente darão suporte a novos ganhos nos preços do ouro”, disse Ricardo Evangelista, analista da ActivTrades. Segundo ele, não parece impossível que o metal atinja o valor de US$ 5 mil (R$ 27 mil) no médio e longo prazo.

Perto das 10h (horário de Brasília), o dólar caía em relação a uma cesta de pares, depois que comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, reforçaram as apostas em uma série de cortes nos juros nos próximos meses.

Os operadores estão precificando uma redução de 25 pontos-base em outubro e outra em dezembro, com chances de 96% e 93%, respectivamente.

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