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Pré-mercado: Inflação Baixa e Ata do Copom Sustentam Alta do Ibovespa

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quarta-feira, 12 de novembro

4 min

Bom dia. Estamos na quarta-feira 11 de novembro.

Cenários

O Ibovespa mantém a trajetória de alta e o dólar continua em queda no mercado brasileiro. O movimento é sustentado pela leitura positiva dos investidores sobre a política monetária e pelos novos sinais de desaceleração da inflação. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (11), confirmou que o Banco Central (BC) considera encerrado o ciclo de alta da taxa Selic. O documento reduziu as apostas em uma nova elevação dos juros e abriu espaço para a expectativa de cortes nos próximos meses.

A Ata manteve o tom cauteloso do documento da reunião de setembro, mas indicou que o Comitê avalia o nível atual da Selic como suficiente para conter as pressões inflacionárias. A interpretação predominante no mercado é de que a autoridade monetária não pretende retomar o aperto, mesmo diante das incertezas externas. Essa percepção deu impulso às ações e ampliou o fluxo de recursos para a renda variável.

O dólar recuou diante da redução das apostas em juros mais altos no Brasil e fechou a R$ 5,2722, menor valor do ano. Com a perspectiva de estabilidade na política monetária e a melhora das expectativas fiscais, investidores estrangeiros voltaram a ampliar posições em ativos locais. A entrada de capital elevou a demanda por reais e sustentou a apreciação da moeda brasileira.

Outro fator que reforçou o movimento foi o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro. O indicador variou 0,09%, o menor resultado para o mês desde 1998. O dado confirmou a desaceleração dos preços e consolidou a percepção de que a inflação está sob controle. A leitura do IPCA reduziu a probabilidade de novas pressões sobre o Banco Central e fortaleceu as apostas em cortes graduais da Selic a partir de 2026.

Analistas destacam que o ambiente externo também contribui para a valorização dos ativos brasileiros. A recente queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos diminuiu a atratividade do dólar e estimulou a busca por mercados emergentes. Com isso, a bolsa brasileira voltou a registrar saldo positivo de investidores estrangeiros, impulsionando os papéis mais sensíveis aos juros.

Perspectivas

Apesar do otimismo, agentes de mercado mantêm atenção às próximas divulgações de inflação e atividade econômica. O Copom deixou claro que continuará monitorando os dados e que a trajetória dos juros dependerá da consolidação do cenário de estabilidade de preços. A ata destacou que a política fiscal e o comportamento das commodities continuam sendo fatores de risco.

Mesmo assim, o tom da comunicação do Banco Central foi suficiente para alterar o humor dos investidores. O mercado de juros futuros passou a precificar cortes moderados a partir do segundo semestre de 2026, enquanto o Ibovespa renovou máximas históricas. A combinação de inflação controlada, política monetária estável e fluxo positivo de capital estrangeiro formou o tripé que explica a recente valorização da bolsa e a queda do dólar no Brasil.

O cenário permanece sensível a mudanças externas, mas o equilíbrio entre política monetária, inflação e câmbio devolveu previsibilidade ao mercado doméstico. Para os analistas, enquanto as expectativas de juros menores e inflação contida se mantiverem, o Ibovespa tende a seguir em alta e o dólar a continuar em trajetória de queda.

Indicadores

  • Brasil

Pesquisa Mensal dos Serviços (Set)

Esperado: ND

Anterior: + 0,1%

Pesquisa Mensal dos Serviços (12m)

Esperado: ND

Anterior: + 2,5%

  • Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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