A bolsa de valores brasileira, B3, lançou nesta quarta-feira (17) três contratos de Opções de Política Monetária internacionais. A novidade tem como objetivo permitir a negociação das decisões sobre as taxas básicas de juros dos EUA, da Europa e do México. O modelo é similar ao das Opções de Copom, que foram lançadas pela B3 em 2020.
“Estamos ampliando o portfólio, atendendo a uma demanda do mercado para negociar outras decisões de política monetária”, diz Felipe Gonçalves, superintendente de Produtos da B3.
Na prática, os contratos são usados como um indicador das expectativas dos investidores sobre as decisões monetárias. Há três novas opções disponíveis:
- Opção de Decisão de FED (Federal Reserve), dos Estados Unidos (ticker: FED);
- Opção de Política Monetária do México (ticker:TOM);
- Opção de Política Monetária da Europa (ticker: DFE).
De acordo com Felipe Gonçalves, o lançamento amplia o leque de estratégias disponíveis para proteção das carteiras de investimentos.
Como funciona?
O prêmio negociado por esses contratos pode variar em uma escala de 0 a 100 pontos e reflete a probabilidade de ocorrer determinado cenário. Cada ponto vale uma unidade da moeda de cada país — dólar americano, peso mexicano ou euro — e cada strike — preço de exercício — representa uma possível variação da taxa de juros.
Para apostar, o investidor assume uma posição com base em sua expectativa em relação à decisão de política monetária — se a taxa será mantida, reduzida ou elevada, e em que proporção.
Na negociação, a pessoa paga (titular) ou recebe (ançador) um prêmio, como já dito, que varia de 0 a 100 pontos. Esse número reflete a probabilidade atribuída pelo mercado à concretização do cenário representado pelo contrato. Caso o cenário se confirme na data de vencimento, a opção é exercida, e o titular recebe o valor total, equivalente aos 100 pontos, pago pelo lançador.
Segundo a B3, em qualquer outra situação, o contrato não gera pagamentos adicionais, e o resultado da operação se limita ao prêmio pago ou recebido no momento da negociação.
Assim como acontece no caso do Copom, a negociação dos novos contratos ocorre até o fim do pregão no dia em que a autoridade monetária divulga sua decisão sobre a taxa de juros. Já o vencimento dessas opções ocorre no dia útil seguinte à divulgação.