1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Com Bancos em Alta, Ibovespa Passa dos 160 Mil Pontos Pela Primeira Vez
Forbes Money

Com Bancos em Alta, Ibovespa Passa dos 160 Mil Pontos Pela Primeira Vez

Alta do índice reflete indústria em recuperação, expectativa por decisões de BC e Fed e confiança no desempenho das empresas listadas

2 min

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, superou nesta terça-feira (2), a marca histórica de 160 mil pontos pela primeira vez. O recorde intradia ocorreu por volta das 10h57, quando o indicador avançava 0,91%, aos 160.008 pontos.

Às 11h10, o índice acelerava a alta para 1,15% e era negociado próximo de 160.430 pontos.

No início de novembro, o Ibovespa já tinha alcançado mais de 155 mil pontos. No dia 10 de novembro, o indicador subiu 0,69%, a 155.132,32 pontos. Mais tarde, no dia 28 de novembro, última sexta-feira, o pregão bateu o seu recorde anterior ao fechar com alta de 0,45%, aos 159.072,13 pontos.

A nova máxima não ocorreu por acaso. Horas antes, o IBGE divulgou que a produção industrial cresceu 0,1% em outubro, ante recuo de 0,4% em setembro. Para o mercado, o dado reforça a expectativa de um novo corte da taxa Selic na reunião de janeiro do Banco Central (BC).

Apesar do otimismo, Gabriel Galípolo, presidente do BC, afirmou na segunda-feira (1), em um evento em São Paulo, que o mercado de trabalho brasileiro segue bastante aquecido. Na prática, isso reduz o espaço para que o BC baixe os juros.

“Por diversas métricas, é difícil contestar um mercado de trabalho que se mostra aquecido”, afirmou Galípolo. Segundo ele, esses dados e outros mostram “uma economia forte, aquecida e resiliente” o que exige “uma postura humilde e conservadora por parte do Banco Central”.

A valorização do pregão também foi influenciado pelas ações do setor bancário, com destaque para Itaú (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11) e Banco do Brasil (BBAS3).

Juros

A probabilidade de manutenção da taxa Selic nos atuais 15% ao ano subiu de 95% na sexta-feira (28), para 97%.

Para a reunião de janeiro, a probabilidade de manutenção passou de 33% no dia 25 de novembro, para 40%. A expectativa de corte de 0,5 ponto percentual caiu de 26% para 19%.

Além da política monetária brasileira, os investidores também monitoram a decisão de juros nos Estados Unidos. O mercado está precificando 73,5% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, enquanto a chance de manutenção de 3,75% a 4% está em 26,5%.

Na próxima quarta-feira (10), tanto o Federal Reserve quanto o Copom se reúnem para definir suas novas taxas de juros.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.