1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Inflação nos EUA Sobe Menos do Que o Esperado em Novembro
Forbes Money

Inflação nos EUA Sobe Menos do Que o Esperado em Novembro

Contudo, resultado provavelmente foi causado pelo adiamento da coleta de dados para o final do mês, e economistas esperam aceleração em dezembro.

2 min

Os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 2,7% em novembro na base anual, menos do que o mercado esperava (3,1%), informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (18). O resultado provavelmente foi causado pelo adiamento da coleta de dados para o final do mês, e economistas esperam aceleração em dezembro.

O escritório não publicou a variação mensal uma vez que a paralisação de 43 dias do governo impediu a coleta dos dados de outubro. A divulgação do índice de outubro foi cancelada porque os dados de preços não puderam ser coletados retroativamente. Por conta disso, economistas aconselham a avaliar o índice e seus componentes na base anual ou em uma variação de dois meses.

Ainda assim, os dados inspiram cautela, segundo Andressa Durão, economista do ASA. Por conta do shutdown, o instituto que calcula o indicador recorreu a interpolações que, na prática, assumem variação zero de preços em outubro para grande parte dos subíndices. Além disso, algumas séries que são coletadas bimestralmente tiveram seus valores inseridos em outubro e repetidos em novembro, gerando um viés baixista nas leituras de novembro.

Nem mesmo o dado em 12 meses, que mostra avanço de 3% até setembro. se torna plenamente confiável, apesar de sinalizar uma desaceleração maior da inflação. “A divulgação não reflete a dinâmica real dos preços e as distorções devem ser corrigidas nas divulgações dos próximos meses. Para a política monetária, a falta de dados confiáveis é um fator adicional de cautela para o Fed, que deve manter os juros na próxima reunião”.

Taxas e inflação

As taxas de importação do presidente Donald Trump aumentaram os preços de muitos produtos, embora o repasse das tarifas tenha sido gradual, já que as empresas trabalharam com os estoques acumulados antes do endurecimento da política comercial e também absorveram parte dos impostos.

Samuel Tombs, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics para os EUA, calculou que os varejistas repassaram cerca de 40% das tarifas até setembro, acrescentando que “esperamos que essa proporção suba gradualmente para 70% até março e depois se estabilize”.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.