Os preços da prata alcançaram um recorde nesta terça-feira (09), ultrapassando pela primeira vez o patamar de US$ 60. No ano, o preço do ativo duplicou: avançou 109%, superando o desempenho do ouro no período (que avançou 60%). O motivo para a prata valorizar tanto é uma escassez global de oferta do metal precioso e a expectativa de que o BC americano (Federal Reserve, o Fed) realize um novo corte de juros nesta quarta-feira (10).
Em novembro, a prata entrou na lista de minerais críticos do Serviço Geológico dos EUA, indicando que o metal é “vital” para a economia americana e enfrenta riscos de interrupções na cadeia de suprimentos — o que teria sinalizado ao mercado a possibilidade de tarifas e reforçado a busca por prata diante da baixa de estoques globais.
Quase a totalidade dos analistas do mercado esperam que o Fed corte os juros em 0,25 ponto percentual hoje, segundo a ferramenta FedWatch da CME. Geralmente, queda nas taxas costumam favorecer os metais preciosos, pois reduzem os rendimentos oferecidos por aplicações de renda fixa e tornam a rentabilidade dos metais mais atrativa.
A analista do Goldman Sachs, Lina Thompson, escreveu que também colabora para a alta dos metais preciosos em 2025 o cenário de elevada incerteza econômica e política.
Apesar do desempenho recorde da prata, analistas alertam que o ouro pode continuar sendo o investimento mais seguro. Em outubro, o Goldman Sachs afirmou esperar “maior vai e vem e risco de queda” para a prata, enquanto o ouro segue mais estável por ser sustentado pela demanda de bancos centrais e por ser um recurso mais escasso. O ouro encerrou a sessão de ontem cotado a US$ 4.226, após atingir uma máxima histórica acima de US$ 4.381 em outubro.