Bom dia. Estamos na quarta-feira, 3 de dezembro.
Cenários
O Ibovespa resolveu encerrar 2025 não apenas batendo recordes sucessivos, mas superando diversos dos chamados “níveis psicológicos”: números redondos que podem indicar uma mudança de patamar para os preços das ações. Na terça-feira (2) o Ibovespa fechou na máxima do dia a 161.092 pontos, alta de 1,56% em relação à véspera. Foi o primeiro fechamento da história acima de 161 mil pontos. No ano, o principal indicador do mercado acionário acumula uma valorização nominal de 34%.
A justificativa para essa alta é principalmente internacional. Os investidores reagiram a rumores sobre a indicação do economista Kevin Hassett, assessor econômico de Donald Trump, para a presidência do Federal Reserve (FED), o banco central americano, sucedendo Jerome Powell, que fica no cargo até maio de 2026. Hassett é alinhado a Trump e considerado um defensor de juros mais baixos, o que poderia significar um FED mais tolerante com a inflação a partir do ano que vem.
Essa expectativa fez com que o dólar se depreciasse em relação a várias moedas, o real brasileiro inclusive, reduziu os juros americanos no mercado secundário e permitiu uma alta das ações. O entendimento dos investidores é que, sob a liderança de Hassett, haverá um grande incentivo para o FED reduzir os juros, beneficiando os resultados das empresas e a alta das ações. Além disso, os juros menores tornarão as aplicações em dólar menos interessantes, aumentando a oferta de recursos para os demais mercados.
Perspectivas
A quarta-feira começa com uma leve alta nos contratos futuros dos principais índices americanos no pré-mercado, seguindo o movimento positivo da véspera.
Indicadores
- Brasil
PMI Composto S&P Global (Nov)
Esperado: ND
Anterior: 48,2
PMI dos Serviços S&P Global (Nov)
Esperado: ND
Anterior: 47,7
- Estados Unidos
Variação de empregos ADP (Nov)
Esperado: 5 mil
Anterior: 22 mil
PMI do setor de serviços (Nov)
Esperado: 55,0
Anterior: 54,8
PMI ISM não-manufatura (Nov)
Esperado: 52,0
Anterior: 52,4