Jeff Bezos voltou a ocupar a posição de terceira pessoa mais rica do mundo, retomando o posto do cofundador do Google Sergey Brin, que havia superado Bezos no início deste mês.
A mudança ocorreu após as ações da Amazon subirem por conta do anúncio de que a companhia fechará todas as lojas físicas Amazon Go e Amazon Fresh, e redicionará o seu foco para entregas online no mesmo dia. A Amazon também planeja abrir mais de 100 novas unidades da Whole Foods nos próximos anos.
A Amazon afirmou que as operações das lojas Amazon Go e Fresh não conseguiram criar uma “experiência de cliente verdadeiramente diferenciada com o modelo econômico adequado para uma expansão em larga escala” e informou que algumas dessas unidades serão convertidas em lojas da Whole Foods.
O analista Scott Devitt, da Wedbush Securities, escreveu nesta terça-feira que a decisão da Amazon representa um “passo importante” para a estratégia da empresa no setor de alimentos. Segundo ele, a companhia “não apenas ampliou suas iniciativas de logística e entrega”, como também está “acelerando” os planos de expansão de lojas físicas para competir com Walmart, Target e Costco.
Colocações
Ontem, o patrimônio líquido de Bezos aumentou em US$ 4,8 bilhões (R$ 27,36 bilhões), alta de 1,9%, alcançando US$ 254 bilhões (R$ 1,4478 trilhão), o que o colocou como a terceira pessoa mais rica do mundo, à frente de Brin, que possuía US$ 253,1 bilhões (R$ 1,443 trilhão), segundo a lista de bilionários da Forbes.
O outro cofundador do Google, Larry Page, ficou em segundo lugar, com US$ 274,3 bilhões (R$ 1,5635 trilhão), atrás apenas de Elon Musk, da Tesla, cuja fortuna caiu US$ 2,7 bilhões (R$ 15,39 bilhões), totalizando US$ 775,2 bilhões (R$ 4,4186 trilhões).
Ontem, Mark Zuckerberg ultrapassou Larry Ellison e se tornou a quinta pessoa mais rica do mundo, com patrimônio estimado em US$ 230,1 bilhões (R$ 1,3116 trilhão), acima dos US$ 221,9 bilhões (R$ 1,265 trilhão) de Ellison.
Contexto
Brin e Page avançaram no ranking das maiores fortunas globais à medida que a Alphabet se consolidou como uma das líderes em inteligência artificial no ano passado. A empresa foi elogiada pelo lançamento do Gemini 3, a versão mais recente de seu modelo de IA, após apresentar a sétima geração de seus chips voltados à tecnologia.
A Amazon teve desempenho inferior ao S&P 500 no ano passado, com alta de apenas 5%, frente ao avanço de 18% do índice. Ainda assim, a companhia reportou crescimento de aproximadamente 20% nas vendas de seu serviço de computação em nuvem e um aumento superior a 20% na receita publicitária até o terceiro trimestre.
Wall Street espera que a Amazon volte a registrar um salto na receita do quarto trimestre, alcançando US$ 211 bilhões (R$ 1,2027 trilhão), ante US$ 187,8 bilhões (R$ 1,0715 trilhão) no mesmo período do ano anterior, segundo dados da FactSet.