A Embraer anunciou nesta terça-feira que sua carteira de pedidos firmes no final de 2025 atingiu o recorde de US$ 31,6 bilhões, com uma expansão de 20% no quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024.
A companhia afirmou em comunicado ao mercado que a carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, somou US$ 14,5 bilhões, uma expansão de 42% sobre o quarto trimestre do ano anterior, mas uma queda de 5% ante o terceiro trimestre do ano passado.
Na aviação executiva, a carteira somou US$ 7,6 bilhões, alta de 3% na comparação anual e crescimento de 4% na relação trimestral.
No total do quarto trimestre, a Embraer entregou 91 aeronaves, incluindo o segmento de Defesa e Segurança, ante 75 envios no mesmo período de 2024 e 62 no terceiro trimestre do ano passado. A aviação executiva respondeu por 53 das 91 entregas de outubro ao final de dezembro, segundo o relatório da Embraer.
Em 2025, a fabricante brasileira entregou 244 aeronaves a clientes ante 206 em 2024, expansão de 18%. A aviação comercial foi responsável por 78 entregas, em linha com as estimativas da empresa que indicavam uma variação entre 77 a 85 aeronaves no ano passado para o segmento.
Nos três últimos meses do ano passado, o segmento comercial da Embraer entregou aeronaves para companhias como American Airlines, Republic Airways e SkyWest.
Na aviação executiva, a Embraer entregou 155 aeronaves no ano passado, recorde para a empresa e no topo da estimativa de 145 a 155 unidades.
“Para o futuro, esperamos resultados tangíveis adicionais de nossa iniciativa de nivelamento de produção em 2026”, afirmou a empresa.
Acordo estratégico com a Índia
Nessa semana, a Embraer formalizou um acordo com a Adani Defence & Aerospace para estabelecer uma unidade de fabricação de jatos comerciais na Índia, com objetivo de capitalizar a rápida expansão do setor aéreo no país.
A parceria prevê o desenvolvimento de uma linha de montagem local e a estruturação de uma rede completa de suporte, incluindo cadeia de suprimentos, manutenção e treinamento. O projeto une a expertise técnica aeroespacial brasileira à capacidade industrial do conglomerado liderado pelo bilionário Gautam Adani.
A iniciativa fundamenta-se na projeção de que o mercado indiano, atualmente o terceiro maior do mundo, demandará pelo menos 500 jatos de pequeno e médio porte nos próximos 20 anos.
A Embraer vive um ciclo de expansão e internacionalização estratégica, consolidando-se como uma potência global.