A fintech Agibank reduziu em mais de 50% sua oferta pública inicial nos Estados Unidos, de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira.
A empresa agora planeja vender 20 milhões de ações, em comparação com cerca de 43,6 milhões de ações anteriormente.
Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup são os coordenadores globais da oferta. O grupo será listado na Bolsa de Valores de Nova York sob o símbolo “AGBK”.
Valores com a atualização
A oferta, que poderia movimentar cerca de US$ 900 milhões (R$ 5 bilhões) caso o lote suplementar seja integralmente exercido, agora está em carca de US$ 450 milhões (R$ 2,5 bilhões)
O Agibank afirmou que pretende usar os recursos do IPO para “propósitos corporativos gerais“.
A empresa também detalhou que pode usar parte do dinheiro levantado para “comprar ou investir em negócios, produtos, serviços ou tecnologias”, embora informe no prospecto preliminar do IPO que “não tem acordos ou compromissos para aquisições ou investimentos materiais neste momento”.
Reorganização societária
Atualmente, o capital do Agibank é detido principalmente pelo fundador e CEO, Marciano Testa, além de fundos ligados à Vinci Compass Investments e à Lumina Capital Management, bem como por executivos da alta administração que participaram do capital por meio de um programa de parceria. A controladora do grupo, a AGI, mantém uma participação minoritária nesta estrutura.
Como parte do processo de abertura de capital, esses acionistas irão aportar suas participações no Agibank à AGI. Em troca, a holding emitirá novas ações ordinárias Classe A, em uma relação de troca de uma ação do Agibank para 6,2 ações da AGI. Esse movimento, descrito no prospecto como “contribuição de ações”, transforma o Agibank na principal subsidiária operacional do grupo no país.
Com a conclusão do IPO, o banco digital passará a ter duas classes de ações: Classe A e Classe B. A diferença está no poder de voto. Cada ação Classe A dará direito a um voto, enquanto as ações Classe B terão dez votos por papel, além de direitos de conversão e preferência em eventuais novas emissões de ações Classe A. As ações Classe B não serão listadas em bolsa.
Todo o bloco de ações Classe B ficará concentrado nas mãos do fundador e acionista controlador, que, após a oferta, deterá cerca de 92,4% do poder de voto da companhia, apesar de possuir 55% do capital total. Na prática, a estrutura garante o controle do grupo ao executivo mesmo após a abertura de capital.