1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Ata do Fed Revela Divisão Interna e Debate sobre Novas Altas de Juros após Pausa em Janeiro
Forbes Money

Ata do Fed Revela Divisão Interna e Debate sobre Novas Altas de Juros após Pausa em Janeiro

A decisão de manter os juros inalterados foi compartilhada por "quase todas" as autoridades do Fed

4 min

Autoridades do Federal Reserve (Fed) chegaram a um acordo quase unânime para manter a taxa básica de juros inalterada em sua reunião do mês passado. No entanto, o comitê permaneceu dividido sobre os próximos passos.

De acordo com a ata da reunião de 27 e 28 de janeiro divulgada nesta quarta-feira (18), alguns membros levantaram a possibilidade de aumentos nos custos de empréstimo caso a inflação permaneça elevada, enquanto outros divergiram sobre se e quando novos cortes seriam justificados.

A decisão de manter os juros inalterados foi compartilhada por “quase todas” as autoridades do Fed como forma de avaliar a situação da economia após os cortes de 75 pontos-base no ano passado, com apenas “algumas” apoiando um corte.

As autoridades do Fed Christopher Waller e Stephen Miran votaram contra a decisão, devido à preocupação com o possível enfraquecimento do mercado de trabalho.

Mas as opiniões se dividiram entre os outros 17 membros, com a primeira menção direta a possíveis aumentos nos juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2% do Fed. Atualmente, está cerca de um ponto percentual acima desse nível.

Embora se espere uma desaceleração da inflação este ano, que deverá abrir caminho para novos cortes nos juros, a ata da reunião indica que “diversos participantes manifestaram apoio a uma visão ambígua das futuras decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) sobre a taxa básica, considerando a possibilidade de ajustes para cima na meta da taxa de juros, caso a inflação permaneça acima da meta”.

Outros participantes consideraram que os juros precisariam ser mantidos “por algum tempo”, enquanto aguardavam novos dados econômicos e de inflação. Um subgrupo desse grupo argumentou que cortes podem não ser apropriados até que haja evidências de que a “desinflação esteja de volta aos trilhos”.

Por outro lado, alguns participantes afirmaram que suas projeções para a inflação e a economia incluíam novas reduções nos juros.

A ata da reunião de janeiro apresentou um tom mais duro, com autoridades votando pela manutenção da taxa básica de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%, sinalizando que ela poderá permanecer nesse patamar por algum tempo.

Os investidores esperam que o Fed mantenha sua taxa básica de juros inalterada até a reunião de 16 e 17 de junho, com cortes de 0,25 ponto percentual previstos para essa sessão e para a de setembro.

Sucessão na chefia do Fed

A reunião de junho poderá ser a primeira sob o comando do indicado ao cargo de chair do Fed, Kevin Warsh, caso ele seja confirmado pelo Senado dos EUA a tempo. Warsh assumiria o posto quando o mandato de Jerome Powell terminar, em maio.

A próxima reunião do Fed está agendada para 17 e 18 de março, quando formuladores de política monetária divulgarão projeções econômicas e de juros atualizadas.

Dados divulgados desde a reunião de janeiro pouco contribuíram para resolver o debate dentro do Fed. A discussão segue entre priorizar a redução da inflação, mantendo os custos de empréstimo nos níveis atuais, ou apoiar o crescimento econômico e o emprego com crédito mais barato.

A inflação de preços ao consumidor em janeiro foi mais fraca do que o esperado. Porém, a criação de empregos no mês superou as expectativas e a taxa de desemprego caiu, com a maioria das autoridades afirmando esperar que o crescimento econômico razoavelmente forte continue.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.