O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre do ano passado, aumento de 20,6% em relação ao mesmo período de 2024, dentro do esperado por analistas, mostraram dados divulgados pelo banco nesta quinta-feira.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que mostra a eficiência do banco em gerar lucro, alcançou 15,2% nos últimos três meses de 2025, aumento de 2,5 pontos percentuais ano a ano, e superou o custo de capital do banco. Quando o ROE ultrapassa o custo de capital, significa que a empresa passa a criar valor para o acionista.
Se a empresa entrega retorno maior do que o investidor exige, é sinal de boa alocação de capital, ganho de vantagem competitiva e crescimento saudável. “É um marco importante que foi superado. E a nossa expectativa é que o lucro continue a aumentar, de forma gradual e segura, ‘step by step'”, afirmou o presidente-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, em comunicado.
Apesar do resultado, o número permanece distante do ROE de 24,4% divulgados pelo Itaú Unibanco e abaixo do ROE de 17,6% apresentado pelo Santander para o período.
A margem financeira do banco, que mede sua receita com intermediação financeira, somou R$ 19,2 bilhões, alta de 13,2% contra o mesmo período do ano anterior. Já o seu índice de Basiléia, que mensura a saúde do seu capital, atingiu 13,2%, alta de 0,8 ponto percentual sobre o mesmo período de 2024.
A carteira de crédito atingiu R$ 1,08 trilhão, crescimento de 11% contra o mesmo período de 2024, puxada pelo segmento de micro, pequenas e médias empresas, que avançou 21,3%. Já pessoas físicas avançaram 12,7%, enquanto pessoas jurídicas aumentaram 9,7%.
A porção da carteira de crédito do banco que está em atraso há mais de 90 dias ficou praticamente estável no trimestre contra o mesmo período do ano anterior: saiu de 4% para 4,1%.
Para 2026, o banco projeta expansão de 8,5% a 10,5% da carteira de crédito expandida e crescimento de 3% a 5% da receita com prestação de serviços.