As ações do Walmart subiram nesta quinta-feira, 12, e alcançaram um recorde histórico, colocando Rob Walton entre as 10 pessoas mais ricas do mundo, enquanto economistas demonstram otimismo em relação à gigante do varejo antes da divulgação de resultados na próxima semana, em meio a uma forte valorização que elevou seu valor de mercado acima de US$ 1 trilhão (R$ 5,7 trilhões).
A maior empregadora do mundo atingiu, pela primeira vez no início deste mês, um valor de mercado de US$ 1 trilhão (R$ 5,7 trilhões).
As ações do Walmart avançaram 3,8% e chegaram a cerca de US$ 133 (R$ 758) nesta tarde, após terem atingido mais cedo um recorde de US$ 133,9 (R$ 763).
Os papéis da companhia acumulam alta superior a 12% em fevereiro até agora, com parte do avanço impulsionada pelo anúncio do presidente Donald Trump de que os EUA reduziriam tarifas “recíprocas” sobre a Índia — país para o qual o Walmart vem transferindo sua produção para compensar tarifas sobre produtos chineses nos últimos anos.
O analista Michael Lasser, do UBS, escreveu em relatório nesta quinta-feira que, embora a ação tenha subido nas últimas semanas, a valorização deve continuar após o balanço da próxima semana, reforçando a posição do Walmart entre os varejistas mais fortes.
Diversas corretoras elevaram seus preços alvo recentemente: RBC Capital e BTIG aumentaram suas projeções para US$ 140 (R$ 798), citando a liderança do Walmart no varejo, enquanto a Oppenheimer também revisou sua estimativa para US$ 140, apostando que uma temporada de festas robusta impulsionará a receita trimestral.
O novo valor de mercado coloca o Walmart como a 12ª maior empresa do mundo, atrás da Berkshire Hathaway (11ª) e da Tesla (10ª). No início do mês, tornou-se o primeiro varejista tradicional a superar a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,7 trilhões), juntando-se ao grupo dominado por gigantes de tecnologia.
Fortuna de Walton
Rob Walton, ex-presidente do conselho do Walmart e filho mais velho do fundador Sam Walton, viu sua fortuna crescer US$ 3,3 bilhões (R$ 18,81 bilhões), ou 2,2%, chegando a US$ 150,1 bilhões (R$ 855,6 bilhões) nesta quinta-feira, segundo estimativas da Forbes.
Rob Walton, Jim Walton, Alice Walton e outros herdeiros de Sam Walton possuem cerca de 45% das ações do Walmart. Jim Walton ocupa a 12ª posição entre os mais ricos do mundo, com patrimônio estimado em US$ 147,3 bilhões (R$ 839,6 bilhões), enquanto Alice Walton — a mulher mais rica do planeta — aparece em 13º lugar, com US$ 138,1 bilhões (R$ 787,2 bilhões).
Rob Walton está na nona posição após ultrapassar Amancio Ortega, cofundador da Inditex (dona da Zara), com US$ 149,9 bilhões (R$ 854,43 bilhões), e o ex-CEO da Berkshire, Warren Buffett, com US$ 148,7 bilhões (R$ 847,59 bilhões).
Perspectiva
O Walmart divulgará os resultados do quarto trimestre em 19 de fevereiro. A expectativa é de mais um salto anual em lucro e receita, impulsionado pelas vendas online. Analistas de Wall Street projetam faturamento de US$ 712 bilhões (R$ 4,0584 trilhões) e lucro por ação de US$ 2,64 (R$ 15,048), segundo a FactSet — o que representaria altas anuais de 4,6% e 5,1%, respectivamente.
O desempenho positivo do Walmart ao longo do último ano acompanha a expansão de seu marketplace online de terceiros, fortalecida sob a liderança do ex-CEO Doug McMillon. A companhia, que emprega mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo, informou no último trimestre que suas vendas globais no comércio eletrônico cresceram 27% em relação ao ano anterior, impulsionadas por um avanço de 28% nos Estados Unidos e por um salto de 53% em sua divisão global de publicidade.
A empresa também passou a investir em iniciativas de inteligência artificial e anunciou uma parceria com a OpenAI no ano passado, permitindo que membros do Walmart e do Sam’s Club reabasteçam itens de supermercado diretamente pelo ChatGPT.
*Matéria originalmente publicada em Forbes