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Pré-mercado: Semana Terá Inflação no Brasil e Números de Emprego nos EUA

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos financeiros nesta segunda-feira, 9 de fevereiro

3 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 9 de fevereiro.

Cenários

A semana começa com os mercados financeiros atentos a dois cenários distintos. Brasil e Estados Unidos caminham em direções diferentes no debate sobre inflação, atividade econômica e política monetária. Essa assimetria tende a orientar o fluxo de capital e o desempenho relativo dos ativos ao longo dos próximos dias.

No Brasil, o foco principal será a divulgação da inflação de janeiro medida pelo IPCA. A projeção indica alta de 4,43% em 12 meses. O número ficaria praticamente estável em relação aos 4,42% registrados até dezembro. Trata-se de um patamar elevado, mas ainda abaixo do teto da meta de inflação. Caso o dado se confirme, o resultado pode reforçar a leitura de que o processo desinflacionário, embora lento, segue em curso.

Esse movimento é relevante para a política monetária. Com a inflação abaixo do limite superior da meta e sinais de arrefecimento marginal, cresce a hipótese de que o Banco Central possa iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic já na reunião de março. O mercado segue dividido quanto à intensidade e ao ritmo desse ajuste, mas a sinalização de queda, mesmo que gradual, tende a favorecer os ativos de risco domésticos. A bolsa brasileira entra na semana com expectativa positiva, apoiada na perspectiva de juros estruturalmente menores ao longo de 2026.

Nos Estados Unidos, o ambiente é mais incerto. A agenda de indicadores é carregada e traz sinais mistos sobre a economia. Será divulgado o índice de preços ao consumidor, o CPI, com projeção de desaceleração leve da inflação para 2,5% em 12 meses até fevereiro. O número, se confirmado, reforça a narrativa de desinflação, mas não elimina as preocupações do Federal Reserve (FED), o banco central americano, com a persistência dos núcleos inflacionários.

Além disso, os dados do mercado de trabalho ganham peso adicional. O relatório de emprego de janeiro, o non farm payroll, teve sua divulgação atrasada por alguns dias em função do shutdown do governo americano. A estimativa aponta para a criação de 70 mil vagas, acima das 50 mil registradas em dezembro. A taxa de desemprego, por sua vez, deve permanecer em 4,4%, nível considerado estruturalmente baixo para a economia americana.

A combinação de inflação ainda acima da meta e mercado de trabalho resiliente sustenta uma postura mais cautelosa do FED. Mesmo com sinais de desaceleração dos preços, a autoridade monetária tende a manter os juros inalterados pelo menos durante o primeiro semestre. O banco central busca evitar um afrouxamento prematuro que reacenda pressões inflacionárias em um ambiente de atividade ainda sólida.

Perspectivas

Essas trajetórias distintas ajudam a explicar a expectativa para os mercados nesta segunda-feira. No Brasil, a perspectiva de queda dos juros favorece a bolsa e os ativos locais. Nos Estados Unidos, a manutenção de uma política monetária restritiva por mais tempo tende a pressionar os índices acionários. O diferencial de juros e de ciclo econômico reforça o movimento de realocação de capital, com impacto direto no desempenho relativo entre os mercados.

Indicadores

Brasil

Relatório Focus

Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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