As ações da Braskem (BRKM5) despencam 11% nesta tarde após rumores de que a empresa teria sido a responsável pelo atraso no pagamento de R$ 3,6 bilhões ao Banco do Brasil. Mesmo com a queda, as ações da petroquímica acumulam alta de mais de 25% no ano.
O valor foi destacado pelo banco estatal no balanço de resultados divulgado relativos ao quarto trimestre e o consolidado de 2025.
A inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,17%, de 4,51% no terceiro trimestre e 3,16% um ano antes, com o BB citando impacto de um caso específico na carteira de TVM (títulos e valores mobiliários) de uma empresa do segmento Atacado no valor de R$ 3,6 bilhões. Desconsiderando esse caso, o indicador seria de 4,88%.
Mais cedo, executivo do banco havia afirmado que a dívida foi repassada à um fundo de uma “gestora de situações especiais”.
Agora, a Folha de S.Paulo e a Broadcast afirmam que a Braskem foi a responsável pelo atraso. Segundo o jornal, o empréstimo já foi regularizado em janeiro deste ano.
Soma-se ao noticiário, a decisão da Petrobras (PETR4) de não exercer o seu direito de preferência na potencial venda das ações hoje detidas pela Novonor para o Shine Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC).