A confiança do consumidor dos Estados Unidos diminuiu no início de março uma vez que a guerra no Oriente Médio aumentou os preços da gasolina e as famílias se preocuparam com as finanças pessoais, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (12).
A Universidade de Michigan informou que seu Índice de Confiança do Consumidor caiu para 55,5 este mês, de uma leitura final de 56,6 em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam queda para 55,0.
A pesquisa foi realizada entre 17 de fevereiro e 9 de março, com cerca de metade concluída após o início da guerra entre os EUA e Israel com o Irã. O conflito impulsionou os preços do petróleo. Os preços da gasolina subiram mais de 21%, para US$3,63 por galão, desde o início da guerra, segundo dados do grupo de defesa dos motoristas AAA.
“As entrevistas realizadas antes da ação militar no Irã mostraram uma melhora na confiança em relação ao mês passado, mas as leituras mais baixas observadas durante os nove dias seguintes apagaram completamente esses ganhos iniciais”, disse Joanne Hsu, diretora de Pesquisas dos Consumidores. “Uma ampla faixa de consumidores de todas as rendas, idades e afiliações políticas relatou declínios nas expectativas para suas finanças pessoais, com queda de 7,5% em nível nacional.”
A medida da pesquisa das expectativas dos consumidores em relação à inflação para o próximo ano ficou inalterada em 3,4% este mês. As expectativas dos consumidores em relação à inflação nos próximos cinco anos caíram de 3,3% no mês passado para 3,2%.
O Fed se reúne na próxima semana
Os dados pouco alteraram as expectativas em relação à trajetória da política monetária do Fed, já que os operadores precificavam um corte de 25 pontos-base na taxa de juros ainda este ano, de acordo com dados compilados pela LSEG, em comparação com dois cortes esperados antes do início da guerra em 28 de fevereiro.
O Fed deve deixar a taxa de juros inalterada quando se reunir na próxima semana, e o aumento dos custos de energia pode complicar os planos do banco central, uma vez que outros relatórios apontam para pressões sobre os preços e um mercado de trabalho mais fraco.