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Pré-mercado: Trump Vai Desistir no Último Momento?

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 7 de abril

4 min

Bom dia. Estamos na terça-feira, 7 de abril.

Cenários

Uma das siglas recentes do mercado é TACO, o que significa “Trump Always Chicken Out”. Em uma tradução aproximada, “Trump Sempre Dá para Trás”. Assim mesmo, sem muita polidez. Desde o primeiro mandato do americano, os investidores passaram a esperar mudanças de última hora nas declarações de intenção do ocupante da Casa Branca.

Não é um problema mental. É uma tática de negociação de Trump, desenvolvida ao longo de décadas como incorporador imobiliário. Atuando em um mercado sem liquidez e de pouca transparência na formação de preços, ele sempre tentou confundir quem estava do outro lado da mesa ameaçando fazer algo inesperado. Seja levantar-se e ir embora sem aviso prévio, seja ameaçar fechar negócio com um concorrente. A intenção era sempre a mesma, reduzir a resistência da outra parte.

O que vale para o setor imobiliário não vale necessariamente para a gestão de um país, especialmente a maior economia do mundo. Isso ficou claro no último ano. A confusão no Irã reduziu a atenção a uma efeméride recente: na quinta-feira (02) completou-se um ano do “Liberation Day”, quando Trump lançou seu pacote de tarifas que confundiu o mercado internacional.

Durante quase 11 meses, as idas e vindas de Trump nas tarifas foram inúmeras, levando equipes diplomáticas à loucura, até o dia 20 de fevereiro, quando a Suprema Corte americana decidiu que a regra usada pelo governo para impor as tarifas sem apreciação do Congresso era inconstitucional.

Voltemos ao fim de semana de Páscoa. Trump lançou um ultimato contra o Irã. Se o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz não fosse reaberto, os Estados Unidos iriam destruir a infraestrutura do país, incluindo usinas de energia e pontes. Trump disse que devolveria o Irã “à Idade da Pedra, que é onde eles pertencem”. O prazo se encerra às 20 horas desta terça-feira (07), horário de Brasília.

A reação do mercado foi de tensão no início dos negócios da manhã da segunda-feira (06), mas o fechamento foi surpreendentemente calmo. O dólar, o principal indicador de expectativas dos investidores, fechou em leve queda a R$ 5,140, nível comparável ao de antes do início da guerra do Irã. E o Ibovespa fechou inalterado a 188,2 mil pontos.

Alienação? Aparentemente, os investidores estão acreditando que Trump vai, mais uma vez, dar para trás. Essa entidade chamada mercado não descarta a hipótese de que americanos e iranianos estejam negociando uma solução para o conflito, ainda que seja difícil pensar em uma saída honrosa depois de tudo o que ocorreu.

Perspectivas

O petróleo segue estável na manhã desta terça-feira, mas em um patamar de preços elevados. Os contratos futuros com vencimento em maio do petróleo do tipo Brent, referência para o mercado, estão a US$ 109,80 por barril. E os contratos futuros dos principais índices americanos estão em leve baixa no pré-mercado.

Essa indefinição deve permanecer durante todo o dia, com os investidores à espera de notícias sobre a abertura de negociações ou o cumprimento do ultimato americano. E há um risco adicional: Trump pode se ver obrigado a agir se ficar sem alternativas, uma vez que lançar um ultimato e não cumprir pode desmoralizar o presidente americano.

Indicadores

BRASIL

Saldo da balança comercial (Mar)

Esperado: US$ 7,40 bilhões

Anterior: US$ 4,12 bilhões

Produção de veículos (Mar)

Esperado: ND

Anterior: 24,9%

Vendas de veículos (Mar)

Esperado: ND

Anterior: 8,6%

ESTADOS UNIDOS

Pedidos de Bens Duráveis (Fev)

Esperado: – 1,1%

Anterior: 0,0%

Núcleo de Pedidos de Bens Duráveis (Fev)

Esperado: 0,5%

Anterior: 0,4%

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