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Fortuna de Michael Dell Salta US$ 35 Bilhões no Melhor Dia da História da Dell e Supera Zuckerberg

O empresário se tornou a sexta pessoa mais rica do mundo, ultrapassando o CEO da Meta, Mark Zuckerberg; ações da Dell dispararam 32,1%

4 min

Michael Dell se tornou a sexta pessoa mais rica do mundo nesta sexta-feira, ultrapassando o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, à medida que as ações da fabricante de hardware Dell registraram o melhor desempenho diário de sua história, após o que alguns analistas classificaram como “um dos trimestres mais impressionantes que vimos em nossa trajetória”.

As ações da Dell dispararam 32,1% pouco depois da abertura do mercado nesta sexta-feira, superando o recorde anterior de valorização intradiária de 31,6%, registrado em março de 2024.

A alta dos papéis acrescentou US$ 35,8 bilhões (R$ 179 bilhões) à fortuna de Dell, agora avaliada em US$ 245,9 bilhões (R$ 1,229 trilhão). Com isso, ele ultrapassou Zuckerberg, cuja riqueza é estimada em US$ 215,6 bilhões (R$ 1,078 trilhão), tornando-se a sexta pessoa mais rica do planeta. À sua frente está o fundador da Oracle, Larry Ellison, com patrimônio de US$ 266,4 bilhões (R$ 1,332 trilhão), cuja fortuna aumentou US$ 13,5 bilhões (R$ 67,5 bilhões) nesta sexta-feira, segundo a lista de bilionários em tempo real da Forbes.

Na quinta-feira, a Dell divulgou lucro de US$ 4,86 por ação no primeiro trimestre e receita de US$ 43,8 bilhões (R$ 219 bilhões), superando amplamente as expectativas de mercado, que apontavam para lucro de US$ 2,96 por ação e receita de US$ 35,7 bilhões (R$ 178,5 bilhões), segundo dados da FactSet. O resultado veio após a companhia informar que a receita com servidores voltados para inteligência artificial avançou 757% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 16,1 bilhões (R$ 80,5 bilhões).

A Dell também revisou sua projeção de receita anual com inteligência artificial para US$ 60 bilhões (R$ 300 bilhões), acima da estimativa de US$ 50 bilhões (R$ 250 bilhões) divulgada em fevereiro e 144% superior ao resultado do ano anterior.

Analistas do Morgan Stanley escreveram em relatório divulgado nesta sexta-feira que estavam “engolindo suas próprias palavras” após admitirem que “erraram nesta avaliação”. Eles acrescentaram: “Este foi, de forma geral, um dos trimestres mais impressionantes que vimos cobrindo o setor de hardware, especialmente considerando o que está acontecendo em todo o universo de componentes.”

Patrick Moorhead, analista-chefe da Moor Insights & Strategy, classificou os resultados da Dell como “um desempenho extraordinário como nunca vi antes”.

Número em destaque

US$ 9,7 bilhões (R$ 48,5 bilhões). Esse é o valor do contrato de cinco anos firmado entre a Dell e o Pentágono, anunciado na quarta-feira. O acordo prevê a reestruturação e simplificação dos sistemas de comunicação e colaboração baseados em software e computação em nuvem da agência. Segundo o Pentágono, o contrato poderá gerar economia anual de aproximadamente US$ 422 milhões (R$ 2,11 bilhões).

Fato surpreendente

O presidente Donald Trump comprou US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) em ações da Dell em 10 de fevereiro. Desde então, os papéis da companhia acumularam valorização superior a 240%. Trump ampliou sua participação na empresa em outras três ocasiões ao longo de março e elogiou a Dell no início deste mês ao afirmar: “Vá e compre ações da Dell”.

A Dell também é uma das principais apoiadoras das chamadas “Trump Accounts”, nova modalidade de conta de investimento para crianças nos Estados Unidos incluída na legislação One Big Beautiful Bill Act. Em dezembro, a companhia contribuiu com US$ 6,25 bilhões (R$ 31,25 bilhões) para o programa.

Contexto

A Dell é mais uma das empresas beneficiadas pela explosão da demanda por inteligência artificial. Durante a divulgação dos resultados, o diretor de operações da companhia, Jeff Clarke, afirmou que a “oportunidade em IA não mostra sinais de desaceleração”.

A empresa tem registrado aumento significativo na procura por servidores projetados para executar cargas de trabalho de inteligência artificial e informou ter acumulado US$ 24,4 bilhões (R$ 122 bilhões) em pedidos relacionados à tecnologia até o encerramento de seu trimestre mais recente.

Matéria publicada originalmente em forbes.com

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